Laços diplomáticos rompidos

Após criticar Israel, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agora enfrenta a reprovação do Paraguai, que se tornou o mais recente país a romper laços diplomáticos com o Brasil. O escândalo envolve a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que, segundo revelações, teria sido usada para hackear o governo paraguaio e espionar negociações sobre a Hidrelétrica de Itaipu. O Paraguai se junta a Israel, que já havia convocado seu embaixador no Brasil para pedir explicações sobre ações semelhantes do governo brasileiro.

A relação entre os dois países piorou ainda mais após os ataques de outubro de 2023. Lula fez comparações controversas entre a reação de Israel aos ataques terroristas e o Holocausto, o que levou a uma ruptura definitiva com o país. O ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, declarou: “Não perdoaremos e não esqueceremos”, selando a frieza nas relações entre os dois países.

No caso do Paraguai, o objetivo da espionagem era claro: descobrir as intenções financeiras dos executivos paraguaios envolvidos na renegociação do contrato da Hidrelétrica de Itaipu. Um ato que, no contexto diplomático, foi considerado uma violação grave da soberania paraguaia e da confiança entre as nações.

Este episódio agrava ainda mais a imagem do governo de Lula, que enfrenta críticas por sua postura nas relações internacionais e pela forma como tem conduzido a diplomacia brasileira.

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