POR DEDÉ RORIZ
Eu, Dedé Roriz, estou vivendo uma nova fase na escrita. Uma fase mais livre, mais direta e, principalmente, mais honesta com os fatos. Não serei candidato, não disputo voto, não monto nominata e não faço média com ninguém.
Agora, escrevo para analisar políticos, trajetórias e mandatos — sem paixão cega, sem ranço e sem conveniência.
E quando a gente fala de trajetória política, existe um critério que não admite relativização: voto. Discurso muda, narrativa se adapta, mas a urna é objetiva. Ela não mente.
As votações de
Iolando em 2018 e 2022
Na eleição de 2018, quando poucos apostavam, Iolando surpreendeu muita gente. Sem ser tratado como favorito, longe dos holofotes e fora das listas da elite política, ele foi eleito deputado distrital com 13.000 votos.
Ali já ficou claro que não se tratava de um candidato ocasional, mas de alguém com base real, voto orgânico e ligação direta com comunidades, especialmente em Brazlândia.
Já em 2022, o cenário era outro. Iolando deixou de ser novidade e passou a ser alvo de cobrança, críticas e daquele desgaste natural que todo mandato enfrenta.
Mesmo assim, contrariando quem dizia que ele não repetiria o desempenho, veio a confirmação: 20.757 votos. Um crescimento expressivo, que não nasce de marketing agressivo nem de modismo político, mas de reconhecimento pelo trabalho entregue.
Esse salto entre 2018 e 2022 desmonta uma tese comum na política: a de que certos parlamentares são fruto de um momento isolado. No caso de Iolando, não foi acidente eleitoral. Foi construção.
O deputado sem mimimi
Iolando é um parlamentar que foge do padrão do vitimismo. Mesmo tendo uma deficiência, nunca usou isso como muleta política ou discurso emocional. Pelo contrário: transformou a própria vivência em força para atuar com seriedade na causa das pessoas com deficiência, sem explorar dor alheia e sem autopiedade.
Esse comportamento, inclusive, ajuda a explicar sua credibilidade. Ele não se vitimiza, não terceiriza culpa e não faz política chorando. Ele faz política trabalhando.
Brazlândia sente o mandato

Não é só obra. É identidade.
O erro de quem subestima

Quem ainda duvida de Iolando, na verdade, já entra derrotado no debate. Porque subestimar resiliência — essa palavra tão usada hoje — é não entender como a política real funciona.
Iolando apanha, levanta, trabalha e entrega.
Moral da história: enquanto alguns fazem barulho para parecer grandes, outros constroem resultado em silêncio — e quando você percebe, já viraram gigantes.