Pepa e Abrantes não se anulam. O problema são os inconsequentes

Análise Escrita Por Dedé Roriz 

Eu, Dedé Roriz, já fiz minha escolha: não serei candidato. E vou dizer sem rodeios — só terei paz quando fechar a janela partidária. Até lá, o telefone toca, o cochicho corre solto e sempre tem alguém achando que sabe mais do que a realidade mostra.

Hoje escrevo no Portal Rádio Corredor, espaço comandado por Odir Ribeiro. Curioso como a política é: já fomos inimigos, ele me pediu desculpas, a gente se acertou e a vida seguiu. Política é isso. Mas esse não é o ponto central.

Vamos ao que interessa.

Dois nomes fortes. Dois eleitorados distintos

Cláudio Abrantes hoje é, sem discussão, um dos grandes cabeças de nominata, sustentado por uma votação expressiva em 2022. É um parlamentar que anda o Distrito Federal inteiro, construiu nome, presença e capilaridade.

Do outro lado está Pedro Paulo Pepa, deputado distrital com base sólida em Planaltina, extremamente enraizado na região e com votação consistente ali.

E aqui entra o ponto que muita gente insiste em fingir que não enxerga.

Planilha não mente

Quando você para de ouvir fofoca e começa a olhar números, mapas eleitorais e planilhas, a conclusão é simples:

👉 Pepa não tira voto de Abrantes.

👉 Abrantes não tira voto de Pepa.

São eleitores diferentes, com comportamentos distintos. A eventual briga não é entre eles — até porque os dois já se acertaram politicamente — mas entre grupos periféricos que gostam de criar confusão onde ela não existe.

Origem parecida, atuação inteligente

Tem outro detalhe que pouca gente lembra: tanto Pepa quanto Abrantes vieram do movimento da Via Sacra, que politicamente é muito forte, mesmo sem ser ostensivo. É um movimento silencioso, organizado e fiel — coisa rara hoje em dia.

Quando Pepa foi eleito deputado distrital, tinha apenas três pessoas trabalhando com ele. Hoje tem grupo, estrutura e leitura política.

Mesmo que enfrente desgastes naturais de mandato — porque todo mandato desgasta — ele tem uma vantagem clara: consegue buscar votos fora da base, exatamente como faz Abrantes.

Quem realmente atrapalha o jogo

Agora, vamos falar a verdade sem filtro.

O risco não está em Pepa nem em Abrantes. O risco são as chamadas lideranças pistoleiras, os candidatos esbaforidos, gente que fala demais, pensa de menos e parece que devia estar internada tomando Rivotril.

Esses sim são perigosos — não porque tenham força, mas porque não têm nada a perder. Fazem barulho, criam confusão, espalham mentira e tentam crescer no caos.

No fim das contas?

Moral da história

👉 Pepa e Abrantes não se anulam.

👉 Não concorrem entre si.

👉 Não disputam o mesmo eleitor.

Os inconsequentes podem até fazer barulho, mas não competem com nenhum dos dois — e muito menos com quem entende minimamente de política real, aquela que se faz com base, número e estratégia.

O resto é espuma.

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