O Passarinho traz: Bastidores em ebulição: quando o jogo esquenta, o silêncio fala alto e o tombo aparece no litoral

1 – Foco absoluto na nominata

Em conversa com esta coluna, Rafael Prudente deixou claro que, neste momento, sua atenção está totalmente voltada para a construção da nominata de deputado federal do MDB. O trabalho tem sido silencioso, feito no varejo político, com conversas individuais e sem espaço para improvisos. A ordem é estruturar uma chapa competitiva antes de qualquer outro movimento.

2 – Buriti sempre no radar

Como ocorre com todo nome de peso, Rafael Prudente volta e meia tem seu nome especulado para o Palácio do Buriti. Nos bastidores, porém, a leitura é de que ele tem optado por não alimentar rumores. A estratégia é simples: fortalecer a nominata agora e deixar o futuro se desenhar no tempo certo.

3 – Cabeça de chapa e clima interno controlado

Na condição de cabeça da composição de federal, Prudente fez questão de acalmar os ânimos internos. O recado passado é que especulações fazem parte do jogo político e, muitas vezes, ajudam mais do que atrapalham. Internamente, o clima segue de organização, não de ansiedade.

4 – Desinformação faz parte do roteiro

Neste estágio do processo eleitoral, informações desencontradas são quase regra. Bastidores fervilham, versões se multiplicam e interesses se cruzam. O cenário real só começa a se consolidar quando a janela partidária se fecha. Antes disso, muito barulho e pouca definição.

5 – Narrativas com alvo definido

Não passa despercebido que parte desse ruído tem endereço certo. Algumas informações circulam claramente com o objetivo de desgastar a possível candidatura ao Buriti de Celina Leão. Nada fora do manual político: quando um nome se consolida, vira alvo.

6 – Diálogo constante no Palácio

O governador Ibaneis Rocha tem intensificado conversas com o chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha, que também aparece como pré-candidato a vice em um eventual projeto liderado por Celina. As conversas são frequentes e estratégicas.

7 – O conselheiro que nunca sai do jogo

Gustavo Rocha se consolidou como homem de confiança absoluta de Ibaneis. Atua diretamente nas questões do BRB, na articulação política e, principalmente, no campo jurídico, onde decisões exigem leitura fria e técnica. Nos momentos mais delicados, é ele quem assume a linha de frente.

8 – Quando a coisa aperta, chama o Gustavo

Nos corredores do poder, o bordão virou rotina: “chama o Gustavo”. Crise política, dúvida jurídica ou decisão sensível passam por ele. O volume de responsabilidade é alto — e haja coração para dar conta de tudo.

9 – O tiro que saiu pela culatra

Análise publicada pelo Radar DF aponta que o ex-governador Rodrigo Rollemberg não dimensionou corretamente os efeitos do movimento envolvendo o Banco Master. O que parecia um desgaste localizado ganhou proporções inesperadas.

10 – Quando o tema deixa de ser local

Ainda segundo o Radar DF, o assunto extrapolou os limites do Distrito Federal e passou a respingar no Palácio do Planalto, atingindo diretamente o presidente Lula. A partir daí, o jogo mudou de patamar.

11 – Quem provoca nem sempre controla

A leitura política é direta: nem sempre quem puxa o fio consegue controlar o novelo. A crise ganhou musculatura nacional e passou a incomodar atores que, até então, observavam de longe.

12 – A busca pelo bode expiatório

No caso do Banco Master, a tentativa de encontrar um culpado único virou estratégia recorrente. O problema é que a situação não para de crescer e se ramificar, dificultando qualquer encerramento artificial.

13 – Arma que começa a perder utilidade

Nos bastidores, cresce a avaliação de que usar o tema como arma oposicionista pode sair caro. O desgaste já não é seletivo e atinge também quem tenta explorar politicamente o episódio.

14 – O efeito bumerangue é real

Quem entrou no debate achando que A ou B estava implicado, começa a perceber que acabou se envolvendo mais do que gostaria. O efeito bumerangue está em curso — e Rollemberg sente isso na prática.

15 – Senado do DF em rearranjo

Entre lideranças da direita, circula com força a avaliação de que Michelle Bolsonaro talvez não dispute o Senado pelo DF. Caso isso se confirme, o cenário abriria espaço para Bia Kicis se consolidar como principal nome da direita na disputa senatorial.

16 – Planos que ficaram pelo caminho

Houve um momento em que parte do grupo apostava em Tarcísio de Freitas como candidato à Presidência, com Michelle compondo como vice. O desenho não avançou. Jair Bolsonaro optou por outro caminho, escolhendo Flávio Bolsonaro.

17 – Michelle como eixo político

Hoje, a especulação mais recorrente aponta Michelle Bolsonaro em um papel estratégico de coordenação, ajudando a organizar, mobilizar e simbolizar a direita nacional. Importante frisar: tudo ainda é conversa de bastidor, sem definição formal.

18 – O sumiço milionário

Nos bastidores de Brasília, circula uma história que mistura política e esperteza. Um sujeito teria recebido cerca de 500 mil reais de um figurão conhecido pelo perfil gastador. Pouco tempo depois, simplesmente sumiu do radar político.

19 – Do Planalto ao litoral — com registro

Este colunista viu e fotografou pessoalmente o mesmo personagem pelas bandas do Rio de Janeiro, entre Itaipuaçu, Saquarema e a Região dos Lagos. Casa comprada, vida reorganizada e indícios claros de que o tombo foi aplicado com sucesso. Bastidores também se contam com os próprios olhos.

20 – Moral dos bastidores

Em Brasília, quase nada é exatamente o que parece — e quase tudo deixa rastro. Quem fala demais se entrega, quem age cedo demais erra o cálculo e quem acha que controla o jogo costuma descobrir tarde que virou peça.

21 – Pensando Bem 

Entre nominatas, especulações, crises que escalam e personagens que reaparecem no litoral com vida nova, uma coisa fica clara: na política, o silêncio bem usado vale mais que discurso inflamado. O resto… o tempo, os bastidores e alguns fotógrafos atentos tratam de revelar.

 

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