Justiça seja feita: o tempo absolveu Agnelo Queiroz
Se hoje a Arena BRB Mané Garrincha é sinônimo de casa cheia, recordes de público e um mercado de eventos aquecido, é preciso dizer com todas as letras: isso não aconteceu por acaso. Teve ousadia, teve coragem — e teve um nome que pagou um preço político altíssimo por isso: Agnelo Queiroz.
Ousadia que custou caro
Na época da reconstrução do estádio, Agnelo apanhou de todo lado. Foi atacado por adversários, ironizado por parte da imprensa e acusado de construir um “elefante branco”. Bancou a decisão quando poucos acreditavam e viu sua carreira política ser profundamente afetada por uma obra que o tempo trataria de julgar.
O “elefante branco” que virou bilheteria
O que antes era motivo de chacota hoje virou referência. A Arena BRB se consolidou como um dos principais palcos do país para grandes jogos, shows e eventos de massa. A agenda vive cheia, o entorno é movimentado e o impacto econômico é real.
Recorde na final Flamengo x Corinthians
A prova definitiva veio no último fim de semana. Na final entre Flamengo e Corinthians, a Arena BRB Mané Garrincha bateu recorde absoluto de público, com 71.244 pessoas presentes no estádio.
A arrecadação foi igualmente histórica: R$ 12,69 milhões em renda bruta, números que colocam Brasília no topo dos grandes eventos esportivos nacionais.
O preço político de quem enxerga antes
Enquanto hoje todos comemoram os números, é impossível esquecer que Agnelo pagou sozinho a conta política da decisão. O estádio só virou consenso após pronto, funcionando e lotado. Antes disso, ele foi alvo de críticas duríssimas — muitas delas injustas.
O visionário era Agnelo
Com o estádio privatizado, operando a pleno vapor e se mostrando estratégico para o DF, fica cada vez mais claro: a visão estava correta. A cidade ganhou um equipamento moderno, funcional e capaz de atrair eventos de porte internacional.
Quem deveria entregar o troféu
Se existe um simbolismo que Brasília ainda deve ao seu passado recente, ele é claro: se tem um homem que deveria entregar o troféu de campeão em uma final como essa, esse homem é Agnelo Queiroz. Não pelo jogo, mas pela coragem de ter construído o palco onde a história acontece.
Um pedido de desculpas histórico
Talvez já passe da hora de a cidade fazer um gesto de reconhecimento. Um busto, uma placa, um registro permanente. Não por política partidária, mas por justiça histórica.
Desculpa, Agnelo. Eu não sabia o que estava dizendo.