BRASÍLIA FERVE – FILIAÇÕES, MUROS, TOMBO MILIONÁRIO E AMOR COM CARRO ZERO
1 – A tucana assume o comando
Paula Belmonte assumiu a presidência do PSDB-DF com aval de Aécio Neves e discurso de reconstrução. A missão é reorganizar a legenda para 2026. O PSDB tenta mostrar que ainda respira no DF. Mas o eleitor está mais exigente e menos nostálgico. Hoje não basta ter história, é preciso ter identidade.
E identidade clara, num DF polarizado.
2 – Transição com cálculo frio
Sandro Avelar deixou o comando partidário abrindo espaço estratégico. Nos bastidores, ninguém chama isso de acaso. Mudança de cadeira nunca é inocente em ano pré-eleitoral. O tabuleiro já está sendo redesenhado. Cada movimento agora tem foco em 2026. E ninguém quer ficar fora da foto final.
3 – Plateia com recado político
Marconi Perillo e Reguffe marcaram presença. O gesto buscou dar peso institucional ao ato. Mas presença não significa protagonismo. O DF hoje exige posicionamento claro. Em cenário polarizado, neutralidade custa caro. E silêncio também comunica fraqueza.
4 – Reguffe, peça de cenário
No vídeo, Reguffe apareceu e só. Não discursou, não se posicionou, não liderou. Foi praticamente elemento decorativo. Em momento que exigia voz, escolheu mutismo. Política não é contemplação artística.
É definição pública de lado.
5 – MDB de olho na peça
Corre nos bastidores que Avelar pode migrar para o MDB. A disputa seria para deputado federal. Se confirmar, mexe diretamente nas nominatas. PSDB perde e MDB reforça musculatura. Filiação hoje vale mais que discurso amanhã. O jogo começa na assinatura da ficha.
6 – Camargo troca o endereço e o cálculo
Camargo Minha Capital assinou com o Mobiliza-DF. Após quase 10 mil votos, buscou ambiente menos congestionado. Em nominata inchada, voto se perde. Em grupo estratégico, voto vira cadeira.
Ele escolheu engenharia eleitoral, não emoção. E isso irritou muita gente.
7 – Mobiliza sonha alto com planilha na mão
Internamente, o partido trabalha com duas cadeiras viáveis. E trata a terceira como possibilidade real. A conta leva em conta voto regional e soma coletiva. Proporcional não é grito, é matemática. Quem erra na montagem paga caro.
Quem acerta, leva cadeira.
8 – Nomes que querem espaço real
Entre os pré-candidatos estão Sardinha, Tabanez, Letícia Sampaio e Raad Massouh. O partido tenta dividir território e segmento. Evitar canibalização interna virou prioridade. Voto mal distribuído evapora. Voto organizado vira mandato. E ninguém quer ser escada de ninguém.
9 – O tombo no PL foi sentido
A ida de Camargo frustrou o PL. O reflexo atingiu o entorno de Bia Kicis. Expectativa virou recalculo silencioso. Política não é promessa de bastidor. É assinatura formal e pública. E dessa vez, o PL ficou olhando.
10 – Lei que mexe com vida real
Eduardo Pedrosa aprovou medida crucial para concursados. Prorroga validade durante contingenciamento. Evita injustiça com quem já passou. Impede novo gasto desnecessário com concurso. É gestão com sensibilidade. Não é pauta ideológica, é prática.
11 – Concursado não é figurante
A medida garante segurança jurídica ao aprovado. Respeita mérito e esforço individual. Evita desperdício de dinheiro público. Reforça confiança no processo seletivo. Política pública concreta gera impacto real. E isso conta na urna.
12 – Francelino e o voto consistente
Professor Francelino mantém base fiel. Sempre orbitando os 12 mil votos. Isso não é acaso, é construção contínua. Em nominata proporcional, voto fixo é ouro. Ele não depende só de onda. Depende de base real.
13 – Café que pode virar projeto maior
Quem não chamou Francelino para conversar erra na leitura. Ele tem pauta definida e eleitor recorrente. Não é candidatura de ocasião. É nome que soma, não divide. Em eleição apertada, 12 mil votos pesam. E podem decidir vaga.
14 – Federal não é sonho distante
Com estrutura e recursos adequados, poderia disputar federal. Suas pautas têm alcance nacional. O limite muitas vezes está no partido, não no candidato. Espaço certo amplia voto. Aposta correta muda patamar. E projeto pequeno segura nome grande.
15 – Reguffe e o vício do muro
O ex-senador segue fiel ao estilo observador. Participa, mas não se compromete. Em DF polarizado, isso soa fraco. Ele prefere analisar do que liderar. Mas ausência de posição cobra preço. E o eleitor percebe.
16 – DF vive polarização escancarada
Brasília está ideologicamente dividida. Centro tímido perdeu tração. Eleitor quer clareza de lado. Narrativa morna não empolga. Quem não se define, some. E some rápido.
17 – PSDB e o peso do passado
O PSDB carrega história relevante. Mas história não ganha eleição sozinha. O partido precisa reinventar discurso. Precisa assumir identidade clara. Caso contrário, vira coadjuvante. E vive apenas de memória.
18 – Tombo de dois milhões
Nos corredores, fala-se em negociação mal amarrada. Valor na casa dos 2 milhões circula nos cochichos. Ninguém confirma oficialmente. Mas o silêncio é ensurdecedor. Quando cifra é alta, a boca fecha.
E o bastidor ferve.
19 – Carro zero e agenda vazia
Político sem mandato presenteou nova namorada. Carro zero saindo da concessionária. O problema veio depois. Ela não quer agenda pública ao lado dele. O carro anda nas ruas. Mas a relação política, não.
20 – Brasília não é para amadores
Entre filiações estratégicas e vaidades caras. Entre muro confortável e tombo milionário. Entre carro zero e agenda vazia. O jogo de 2026 já começou. Quem não entende o clima, dança. E dança fora do salão.
Pensamento do dia:
Em Brasília, quem vive de silêncio vira cenário. E cenário nunca vira protagonista.