O que Rafael Prudente realmente pensa sobre disputar o Buriti

A entrevista que abriu a porta — mas não escancarou

Em entrevista ao jornalista Suzano Almeida, no Jornal de Brasília, Rafael Prudente falou longamente sobre Fundo Constitucional, economia digital, segurança nas escolas e nominatas.

Mas o trecho que realmente interessa ao meio político foi outro: a pergunta sobre disputar o Palácio do Buriti.

E ali, ninguém saiu com resposta simples.

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O discurso oficial: foco na federal

Prudente afirmou que está concentrado na reeleição à Câmara e na montagem da nominata federal do MDB. Disse que a chapa está praticamente fechada e que, na visão dele, é a mais bem estruturada do DF.

Falou como coordenador de projeto.

Falou como articulador.

Falou como quem quer mostrar controle do jogo proporcional.

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O crescimento que não passa despercebido

Ele relembrou sua trajetória: 18 mil votos, depois 26 mil, até chegar aos 121 mil na eleição para federal. Disse que crescimento é reflexo de trabalho e que colocar o nome na urna é a melhor forma de medir força política.

E quando perguntado se pretende ser governador?

Não negou.

Disse que pode ser um “caminho natural”, desde que haja construção de grupo.

Em política, isso é praticamente uma vírgula estratégica.

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Lealdade… com horizonte

Prudente fez questão de reforçar que segue o comando do governador Ibaneis Rocha e que não será candidato “de si mesmo”.

Mas, ao mesmo tempo, não fechou a porta.

Não descartou.

Não esfriou.

Não afastou a hipótese.

E isso, no tabuleiro de 2026, diz muito.

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Lá e cá

Enquanto organiza a nominata federal, fala como homem do presente.

Enquanto admite a possibilidade de disputar o Buriti no futuro, fala como homem do amanhã.

Ele está lá e cá.

Fortalece a chapa proporcional.

Mas mantém o nome respirando no campo majoritário.

A charada política

Traduzindo para quem entende o meio:

Ele quer.

Mas talvez nem todo mundo queira igual.

E quando dois projetos crescem no mesmo grupo, alguém sempre precisa escolher quem senta na cadeira principal.

A entrevista foi clara.

A resposta, nem tanto.

E, em Brasília, às vezes o que não é dito fala mais alto do que o que é declarado.

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