Jorge Vianna assusta partidos e expõe erro estratégico nas nominatas de 2026
Muita gente no Distrito Federal está com medo quando o assunto é montagem de nominata para deputado distrital em 2026. Hoje, já é possível afirmar que o único partido com nominata praticamente pronta é o PRD, tendo Rogério Morro da Cruz como principal cabeça de chapa.
O medo já custou mandato em 2022
A eleição de 2022 deixou um recado claro para os partidos que fecham as portas para nomes com potencial de voto. Fernando Fernandes carregava uma bagagem de mais de 30 mil votos, mas nem o Republicanos nem o PSD aceitaram sua filiação. No fim, o delegado acabou batendo na casa dos 12 mil votos, bem abaixo do que se projetava.
Se tivesse repetido o desempenho de mais de 30 mil votos, o cenário poderia ter sido outro. Essa votação teria força para ajudar nomes como Rodrigo Delmasso e Cláudio Abrantes a conquistarem mandato. Ou seja, o medo interno dentro dos partidos acabou pesando contra a própria nominata.
Jorge Vianna passa pela mesma realidade
Agora, Jorge Vianna enfrenta situação parecida. Muitos partidos não querem sua filiação, mas podem estar cometendo um erro estratégico ao olhar apenas para o presente e ignorar a matemática eleitoral.
Em um partido grande, com uma nominata bem encaixada, Jorge Vianna pode não apenas garantir uma cadeira, mas também puxar outro nome junto com ele. Dependendo da sobra da legenda, ainda abriria disputa para uma terceira vaga. Na prática, isso já representa meia nominata resolvida.
O cálculo que muita gente ignora
Se Jorge Vianna explodir de votos, a legenda pode crescer ainda mais. Caso ele se filiasse ao Republicanos, por exemplo, e ele e Martins Machado ficassem na faixa dos 30 mil votos ou mais, o partido poderia sonhar até com um quarto deputado, dependendo do desempenho da parte de baixo da nominata.
Nesse cenário, a quarta vaga poderia cair para alguém que batesse entre 15 mil e 20 mil votos. E mesmo que Jorge Vianna não performe no teto esperado, a nominata ainda assim ganharia com sua presença, porque votos fortes ajudam a legenda e ampliam as chances coletivas.
Fechar portas pode virar arrependimento
Muita gente se recusa a filiar Jorge Vianna, mas essa decisão pode virar perdição política lá na frente. Em eleição proporcional, candidato competitivo não deve ser tratado como ameaça. Ele precisa ser visto como ativo estratégico.
Às vezes, a falta de visão tira a vaga de alguém dentro do próprio partido. E nesse caso, não filiar Jorge Vianna em uma legenda grande pode ser uma das grandes besteiras do processo eleitoral de 2026 no DF.
Moral da história
Quem fecha a porta para um nome forte por medo pode acabar entregando a própria vaga. A disputa por nominata no Distrito Federal já mostrou antes que erros de cálculo cobram preço alto. E quem avisa amigo é.