O Governo do Distrito Federal, sob comando da governadora Celina Leão, enviou à Câmara Legislativa um novo projeto de lei que altera a legislação recente voltada ao fortalecimento financeiro do Banco de Brasília, o BRB.
A proposta chegou com pedido de urgência e mexe em um ponto sensível: a lista de imóveis públicos que poderiam ser utilizados para reforçar as condições econômico-financeiras do banco.
O que muda na prática
O projeto retira dois imóveis específicos do pacote aprovado anteriormente:
- um imóvel localizado no SIA Trecho Serviço Público LT G, utilizado na prestação de serviços de saúde;
- a Gleba “A”, com 716 hectares, conhecida como “Serrinha do Paranoá”.
Esses imóveis estavam no anexo da Lei nº 7.845, de 10 de março de 2026, que autorizou o uso de bens públicos em medidas voltadas ao fortalecimento do BRB.
Por que o governo voltou atrás
A justificativa oficial é que os imóveis possuem restrições de ordem ambiental ou relacionadas à sua destinação. Na prática, são bens que não poderiam cumprir o objetivo previsto na lei original.
A própria nota jurídica afirma que a alteração serve para corrigir erro na indicação dos imóveis, que não poderiam ser usados para recomposição, reforço ou ampliação do patrimônio líquido e do capital social do BRB.
A pergunta que fica
O governo trata a mudança como um ajuste técnico. Mas, politicamente, a pergunta é inevitável: como esses imóveis entraram na lista original?
A retirada das áreas não muda o coração da lei, mas mostra que o pacote aprovado anteriormente precisou ser corrigido pouco tempo depois de entrar em vigor.
Sem impacto financeiro, diz o GDF
Segundo a Secretaria de Economia, a proposta não gera impacto orçamentário-financeiro aos cofres públicos do Distrito Federal.
A área jurídica também apontou que a mudança não representa aumento de despesa, renúncia de receita ou concessão de benefício fiscal.
Tramitação em regime de urgência
A governadora Celina Leão pediu que a proposta seja analisada em regime de urgência pela Câmara Legislativa, com base na Lei Orgânica do Distrito Federal.
O movimento indica que o Executivo quer resolver rapidamente o ajuste e evitar que a falha ganhe proporção maior dentro da CLDF.
Moral da história
Não é uma mudança gigante, mas também não é irrelevante.
Quando o governo precisa retirar ativos de um projeto recém-aprovado, o recado é claro: o desenho inicial veio com falhas. Agora, o movimento é de correção antes que o assunto vire problema maior.