Um Passarinho Me Contou
1 – Hélvia insiste
Nos bastidores do MDB, a pré-candidata Hélvia Paranaguá segue numa verdadeira força-tarefa para convencer o ex-governador Ibaneis Rocha a disputar uma vaga ao Senado em 2026.
2 – Chuva de ligações
Quem acompanha de perto diz que o telefone de Ibaneis praticamente não para. São inúmeras ligações e mensagens diárias tentando convencê-lo de que ele ainda é o principal ativo eleitoral da legenda.
3 – Motor do MDB
O argumento de Hélvia Paranaguá é simples: sem Ibaneis na majoritária, o MDB perde seu maior cabo eleitoral. Com ele, a legenda ganharia força para impulsionar toda a chapa nas eleições de 2026.
4 – Missão convencer
Nos corredores do partido virou até brincadeira: dizem que Hélvia faz cerca de 50 ligações por dia e dispara mais de 300 mensagens para Ibaneis Rocha. O objetivo é um só: fazê-lo aceitar a missão de disputar o Senado. De tanto insistir, aliados afirmam que o ex-governador já estaria mais receptivo à ideia.
5 – Quase convencido
Nos bastidores, cresce a percepção de que Ibaneis começou a reavaliar sua decisão. A insistência de aliados e o cenário político têm pesado na reflexão do ex-governador.
6 – Podemos inquieto
Enquanto isso, o Podemos-DF vive um momento de insatisfação. A legenda avalia caminhos próprios para ampliar seu protagonismo nas eleições do próximo ano.
7 – Senado na mesa
Entre as possibilidades está o lançamento de uma candidatura própria ao Senado. A ideia é fortalecer a legenda, ampliar sua presença no debate eleitoral e valorizar sua participação na disputa de 2026.
8 – Tempo de TV vale ouro
Uma candidatura majoritária também ampliaria o tempo de televisão e daria mais visibilidade aos candidatos do partido à Câmara Federal e à Câmara Legislativa.
9 – Mais força para a nominata
Além da exposição, dirigentes entendem que uma candidatura ao Senado fortalece a negociação política, melhora o acesso aos recursos de campanha e impulsiona toda a chapa proporcional.
10 – Não é rompimento
Apesar do desconforto, interlocutores afirmam que o Podemos não rompeu com a governadora Celina Leão. O clima é de insatisfação, mas as portas seguem abertas para o diálogo.
11 – O alvo das críticas
A maior reclamação dentro dos partidos aliados não é contra Celina Leão, mas contra quem conduz as articulações políticas. A avaliação é de que falta habilidade nas negociações, o que tem provocado desgaste desnecessário.
12 – Celina no olho no olho
Quem conhece a governadora costuma dizer que ela tem facilidade no relacionamento pessoal e sabe construir pontes quando participa diretamente das conversas políticas. O problema, segundo aliados, estaria na retaguarda das negociações.
13 – A conta sobra para ela
Na política, a imagem de uma liderança também é construída por quem fala e negocia em seu nome. Por isso, mesmo sem participar diretamente das tratativas, Celina acaba absorvendo o desgaste provocado por sua equipe de articulação.
14 – Basta um telefonema
Na avaliação deste colunista, a situação entre o Podemos-DF e a governadora Celina Leão ainda está longe de ser irreversível. Um telefonema, uma conversa franca e tudo colocado em pratos limpos podem ser suficientes para diminuir o desgaste e recolocar a relação nos trilhos. Na política, diálogo ainda costuma ser o melhor articulador.
15 – O retrato da semana
A política do Distrito Federal segue mostrando que quase tudo ainda está em aberto. Enquanto Hélvia Paranaguá intensifica a ofensiva para convencer Ibaneis Rocha a disputar o Senado, o Podemos demonstra insatisfação com a articulação política do governo, mas mantém a porta aberta para o diálogo. No fim das contas, as próximas semanas prometem ser decisivas para alianças, candidaturas e para o desenho do tabuleiro eleitoral de 2026.
🐦 Pensamento do dia: Na política, muitas crises começam por falta de diálogo e terminam com uma boa conversa. Quem sabe ouvir costuma construir pontes onde outros enxergam muros.