Por Dedé Roriz
O deputado distrital João Cardoso é daqueles nomes que muita gente insiste em subestimar. Perfil discreto, longe de holofotes e de discursos inflamados, ele segue fazendo política de um jeito que poucos conseguem: sem barulho, sem espetáculo e sem explorar bandeiras fáceis.
Discreto, mas eficiente nas urnas

Foi exatamente assim na eleição passada. Muitos davam sua derrota como certa. Aqui neste portal, não. João Cardoso foi lá, fez o trabalho silencioso de sempre, surpreendeu o meio político e garantiu mais uma reeleição.
Fé sem palanque
João Cardoso é um dos poucos políticos do Distrito Federal que têm liderança real dentro da Igreja Católica — e talvez o mais curioso: ele não usa isso como plataforma eleitoral.
Não precisa discursar em altar, não se apresenta como “candidato da igreja”, nem transforma a fé em marketing político. Ele simplesmente vive aquilo que acredita. E isso, no meio católico, pesa mais do que qualquer panfleto.
Um detalhe que diz muito
Há uma curiosidade pessoal que vale ser registrada: este que vos escreve e João Cardoso caminham no mesmo carisma, o Caminho Neocatecumenal. A diferença é que ele já soma quase 30 anos de caminhada. Eu ainda estou chegando agora, no primeiro escrutínio.
E talvez por isso seja fácil entender como João Cardoso consegue votos no meio católico sem pedir. Há uma consciência crescente de que é importante ter representantes cristãos na Câmara Legislativa — não aqueles que falam de religião, mas os que vivem a fé no cotidiano.
Pai de família não é slogan
João Cardoso nunca precisou usar frases prontas como “sou pai de família” ou “sou homem de Deus” como discurso eleitoral. Ele sempre foi pai de família, sempre foi aberto à vida, sempre viveu seus valores no dia a dia. Isso dispensa rótulos.
Sua política não é confessional, mas é coerente. E isso faz diferença.
Moral da história
Resta saber se, mais uma vez, os católicos — de forma silenciosa, quase invisível — vão se mobilizar para reeleger João Cardoso. Se acontecer, não será surpresa. Se não acontecer, ele próprio já entende algo que poucos políticos aceitam: primeiro existe a vontade de Deus; depois, a vontade do povo.
E, no fim das contas, é isso que sustenta um político que nunca precisou gritar para ser ouvido.