Em cinco anos, a Câmara Legislativa gastou com plano de saúde mais de R$ 89 milhões. Em um levantamento feito por Rádio Corredor, até o momento, o ano de 2018 foi período em que mais houve despesa na área: R$ 31,8 milhões.

Desse montante, R$ 79 milhões saíram dos cofres públicos, por meio da Fonte 100 – custeado pelo Governo do Distrito Federal. Foi pago pelo próprio servidor da CLDF, com a Fonte 171, e descontado em folha, os outros R$ 10 milhões. As informações foram obtidas com a Lei de Acesso à Informação.

As cifras milionárias custeiam a saúde de 1.054 servidores que a CLDF possui atualmente – lembrando que aderir ao plano de saúde da Casa, a Fascal, é optativo. Além de custear despesas dos deputados distritais.

Sob uma ótica mais questionadora e pelo lado da população em geral, o gasto de R$ 79 milhões é um buraco gigante no SUS. O que daria para fazer com esse valor? Contratar médicos, por exemplo.

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Segundo tabela da Secretaria de Fazenda que indica os salários dos médicos no DF, em diversas categorias e classes, o maior valor chega a R$ 15 mil mensais para uma carga horária de 40h trabalhadas por semana.

Ou seja, por ano, esse médico deve custar R$ 130 mil, apenas em salários. Em números superficiais, o SUS no DF poderia ter 121 profissionais a mais atendendo a população. Em média, 8 médicos em cada uma das 15 unidades hospitalares. Seria um desafogo e tanto, não é mesmo?

Veja abaixo a planilha com os gastos da CLDF com a FASCAL – Fundo de Assistência à Saúde dos Deputados Distritais e Servidores da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Gastos-da-Fascal

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Odir Ribeiro

Odir Ribeiro é jornalista, blogueiro e multimídia que desde 2011 cobre os bastidores da política do DF.