A deputada federal Bia Kicis defendeu a unidade do campo conservador como estratégia essencial para as eleições de 2026. A declaração ocorreu durante uma análise do cenário político no evento ‘Pizza com Jornalistas’, realizado em Brasília, na noite do dia 21 de janeiro.
Em sua fala, a parlamentar avaliou articulações recentes, ressaltou o peso político de Jair Bolsonaro mesmo fora do centro institucional e apontou a candidatura de Flávio Bolsonaro como um projeto viável e capaz de mobilizar aliados.
O evento reuniu jornalistas, formadores de opinião e contou ainda com a participação do Diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o economista João Accioly.
Segue a transcrição de um trecho da entrevista concedida pela deputada federal – durante o evento – no qual ela avalia o cenário político e as articulações eleitorais:
🎦JORNALISTA: A senhora teve acesso a informações de bastidores sobre as articulações recentes?
BIA KICIS (DEPUTADA FEDERAL): “Não. Não tive nenhuma informação de bastidores. Acompanhei basicamente pela imprensa. O que se sabia era que havia uma torcida muito grande, especialmente de setores do Centrão, por uma chapa que envolvia nomes como Tarcísio de Freitas, e também se falava bastante sobre a possibilidade de Michelle Bolsonaro compondo como vice. Era vista como uma chapa viável, competitiva, algo que muita gente considerava possível.”
🎦JORNALISTA: Como a senhora avalia a entrada da candidatura de Flávio Bolsonaro nesse cenário?
BIA KICIS: “Ela surpreendeu, e surpreendeu de forma positiva. Está crescendo. A tendência natural é que as coisas se acomodem. Se a candidatura do Flávio Bolsonaro não tivesse se consolidado, provavelmente outra chapa teria sido indicada. Mas o fato é que ela colou, está indo bem e ganhou força.”
🎦JORNALISTA: Existe risco de conflitos internos dentro do campo conservador?
BIA KICIS: “Eu acredito que não podemos dar força a conflitos ou divergências. Uma coisa é certa: precisamos vencer as eleições. Para isso, é essencial que estejamos unidos. Não vejo perigo na união; pelo contrário, vejo como algo absolutamente necessário neste momento.”
🎦JORNALISTA: E quanto ao papel de aliados como Tarcísio de Freitas?
BIA KICIS: “O Tarcísio é uma figura extremamente importante para nós, um aliado querido, próximo e estratégico. Independentemente de definições finais, acredito que todos caminharão juntos. Não acredito, sinceramente, que conflitos ganhem força real.”
🎦JORNALISTA: Houve muita especulação sobre divisões internas. Como a senhora avalia isso?
BIA KICIS: “Houve muita gente tentando ‘jogar lenha na fogueira’, criar narrativas de divisão. Isso gerou especulação, mas não reflete a realidade. A grande maioria dos aliados entende a gravidade do momento e a importância desse projeto político.”
🎦JORNALISTA: Caso a candidatura de Flávio não tivesse avançado, havia alternativas?
BIA KICIS: “Sem dúvida. Se não tivesse dado certo, outra solução surgiria imediatamente. Mas o fato é que está dando certo. É um bom nome, está atraindo aliados e tem potencial de crescimento.”
🎦JORNALISTA: Qual o papel de Jair Bolsonaro nesse contexto?
BIA KICIS: “O Jair Bolsonaro é um líder e não pode ser desprezado. Ele estava sendo colocado de lado, e decidiu mexer no tabuleiro político. Mostrou que, mesmo sob pressão, ainda influencia o jogo. Esse movimento acabou produzindo algo positivo: impulsionou a caminhada do Flávio e mobilizou a base bolsonarista.”
🎦JORNALISTA: A senhora acredita na vitória dessa candidatura?
BIA KICIS: “Sinceramente, acredito que o Flávio está caminhando para vencer. Se não fosse viável, outras opções fortes existiriam. Diferentemente de outros campos políticos, aqui há mais de uma boa opção.”
🎦JORNALISTA: Qual o maior risco para esse projeto político?
BIA KICIS: “O maior risco é a briga interna, a chamada guerra fratricida. Isso é tudo o que não queremos. Divergências acontecem, são normais, mas precisam ser superadas com inteligência. Mais do que estratégia, isso é uma questão de sobrevivência política.”
Ao encerrar o encontro, Bia Kicis reforçou que o momento exige maturidade política, coesão estratégica e capacidade de leitura do cenário nacional.
Para a deputada, divergências pontuais não podem se sobrepor ao objetivo maior de construir uma alternativa sólida ao atual governo.
A defesa da união do campo conservador, segundo ela, não é apenas uma escolha política, mas uma condição essencial para a sobrevivência do projeto e para o êxito nas próximas eleições.
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