Por Felipe Fiamengh

Eis que, no meio da noite, recebo o seguinte e-mail:

“NOTIFICAÇÃO EXTRAJUDICIAL ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE JURISTAS ISLÂMICOS – ANAJI, inscrita no CNPJ nº 29.426.768/0001-03, com endereço sito a Alameda Santos nº 905, Condomínio Edifício Santos Dumont, Cerqueira César, São Paulo Capital,
CEP 01419-000, representada legalmente por seu presidente Girrad Mahmoud Sammour, brasileiro, casado, advogado, por seu advogado que esta subscreve, vem atenciosamente à presença de Vossas Senhorias, promover a competente NOTIFICÃO EXTRAJUDICIAL, pelos seguintes fatos a seguir aduzidos:

Recentemente, recebemos em nosso e-mail institucional
contato@anaji.org.br, uma denuncia de publicação no Facebook com conteúdo discriminatório, indicando como autor da mesma, o colunista Felipe Fiamenghi, que no dia 18/07/2020 às 17h07 de maneira difamante infamante e islamofobica, atribuiu aos muçulmanos em geral, a autoria pelos incêndios na Europa, bem como alegando que a grande maioria dos muçulmanos apoia o terrorismo e a perseguição dos cristãos.

Contudo, referida publicação se trata de fake news, conforme se infere na resposta dada pelo site História Islâmica, onde após pesquisa, demonstra com evidências que tais incêndios não foram cometidos por muçulmanos.

Ademais, só o fato da publicação ter sido feita no Jornal Online, insinuando que os muçulmanos apoiam o terrorismo e a morte de cristão não coaduna com a livre expressão do pensamento, fato esse passível de responsabilização cível e criminal.

Diante disso, requer de Vossas Senhorias as medidas cabíveis para a efetivação do Direito de Resposta, bem como, noutro ponto, notificar Facebook e o sr. FELIPE FIAMENGHI, sobre sua coluna e publicação no seu perfil do Facebook, para que excluam a matéria, no prazo de 5 dias a contar dessa notificação, tanto para o direito de resposta como para a exclusão do facebook, sob pena das medidas cíveis e criminais.

Certos de contarmos com Vossa compreensão e atendimento do pedido, desde já agradecemos a atenção dispensada, ratificando nossos protestos de elevada estima e distinta consideração.

Giovane Alves Nunes – OAB/SP 287.038″

____________________________

O artigo, do qual a notificação se trata, já foi excluído do Facebook. Em um país de raízes cristãs, fui acusado e CENSURADO, sob alegação de “islamofobia” e dizendo que propaguei “Fake News”.

No texto, porém, somente fiz um compilado de dados de domínio público, disponíveis para qualquer pessoa com acesso à internet, como os levantamentos feitos pelas agências de inteligência globais; as pesquisas do sociologista americano Ronald Inglehart, o artigo publicado na Revista “Behavioral Sciences of Terrorism & Political Aggression (Vol. 1, No. 1)”, sob o título “Terror Management Theory”, de autoria dos psicólogos Tom Pyszczynski, Jeff Greenberg e Sheldon Solomon, todos PhD da Universidade do Colorado; a pesquisa conduzida pelo START (National Consortium for the Study of Terrorism and Responses to Terrorism), sob supervisão de seu co-diretor Arie Kruglanski, PhD em psicologia social; o estudo do “Pew Research Center”, que aponta a maioria absoluta dos muçulmanos como favoráveis da adoção da Sharia como legislação nos países onde vivem; além dos dados revelados pela “Open Doors Foundation”, publicados pela Revista Veja, em 16/01/2019, que relatam o aumento de 40% dos assassinato de Cristãos no ano anterior, majoritariamente vítimas de extremismo islâmico, e pelo Jornal Estado de Minas, em 15/01/2020, que revela o número recorde de 250 milhões de Cristãos sendo severamente perseguidos, no mundo, por causa da fé.

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Poderia citar, aqui, fontes inesgotáveis. Inclusive videos de protestos islâmicos e declarações de seus líderes, em plena Europa, com pregações extremistas, abundantes no Youtube.

Quanto aos incêndios, eu disse que: “Mais de 700 igrejas foram queimadas, só na França, desde que a Europa abriu suas fronteiras para os muçulmanos”. Isso é um fato. Desde 2016, na França, mais de 700 igrejas pegaram fogo.

Na frase, não afirmo que os muçulmanos foram os autores. Pode ser que, de uma hora para a outra, elas começaram a apresentar combustão espontânea, ou que os cristãos resolveram desapegar dos templos antigos. Apenas coincidências…

Outro FATO, que não é Fake News, é que enquanto Cristãos são perseguidos, mulheres são espancadas e gays são assassinados, em países como Afeganistão, Indonésia, Paquistão, Sudão e Nigéria, regidos pelas leis muçulmanas, eu fui CENSURADO no meu próprio país, um PAÍS LIVRE, por uma associação Islâmica.

Precisa de fato mais contundente e inquestionável, corroborando absolutamente com o que eu disse no artigo excluído, para provar que os perigos, para os quais atentei, são reais e imediatos?

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