Por Felipe Fiamenghi

Imaginem se a geração creme de avelã já existisse no final do século XIV. Se, naquela época, antes das grandes navegações. já existissem blogueiros e youtubers na Europa.

Imaginem a geração de Colombo e Cabral repleta de hipsters que cuidam das barbas com bálsamos de aloe-vera e têm “filhos” pugs, chamados Enzo, com contas próprias no Instagram.

Qual seria, então, a possibilidade destes homens se lançarem no oceano, em navios de madeira, rumo ao desconhecido, em um mundo sem NENHUMA VACINA e NENHUM ANTIBIÓTICO?

Há pouco mais de 500 anos, pouco mais de 1 século depois de a metade do velho mundo ter sido dizimada pela Peste Negra, com armas primitivas, recursos primitivos e medicina primitiva, exploradores saíram em busca de um “novo mundo”, sem ter ideia do que encontrariam pela frente.

Dezenas não sobreviviam nem à viagem. Naquela época, um simples ferimento infeccionado era altamente letal. O número dos que sucumbiam às doenças recém descobertas, então, é incontável.

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Estes homens, hoje, são tratamos como vilões da história, pela geração da “hashtag” “fique em casa”.

A geração privilegiada que, graças à coragem dos homens de outrora, vive em um mundo confortável e cheio de facilidades, quer reescrever a história de uma forma não ofensiva às suas frágeis consciências.

Se fosse possível prever o futuro e os grandes exploradores pudessem ver o tipo de pessoas que “dominariam o mundo” nos séculos seguintes, andando pelas ruas com máscaras e luvas, com medo de uma “gripe anabolizada”, que infectou MENOS DE 0,5% DA POPULAÇÃO, provavelmente muitos teriam desistido.

Não valeria a pena arriscar tanto por uma humanidade que, agora, tem tão pouco a oferecer.

 

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