A greve dos entregadores ocorrida nesta quarta (1º) não paralisou totalmente os aplicativos de delivery como os mais confiantes sonhavam, mas causou impactos significativos no sistema para não ser considerada um fiasco.

Com atos em diversas cidades do Brasil, o movimento causou atrasos em pedidos e diminuiu a quantidade de profissionais nas capitais.

Alessandro da Conceição, um dos organizadores no DF,  tenta criar a AmaeDF (Associação dos Motofretistas Autônomos e Entregadores do Distrito Federal).

“Essa paralisação teve uma adesão muito boa dos entregadores. Já está em votação nacional a nova data dos breques dos apps para ganhar mais força. Não podemos parar e nem desistir agora, é só o pontapé inicial da nossa luta contra a precarização do trabalho”, afirma Alessandro;

Os profissionais também reclamam da falta de apoio durante essa pandemia.

Mas na Câmara Legislativa, o distrital Fábio Felix (PSol) tem dois projetos voltados para categoria, as propostas criariam programa de renda emergencial para ajudar entregadores e pontos de apoio em todo o DF para os profissionais.

As exigências

Os entregadores fazem uma série de exigências aos aplicativos que, segundo eles, não oferecem diálogo. Entre as exigências, estão:

Reajuste de preços: os entregadores recebem entre R$ 4,50 e R$ 7,50, valor que varia por aplicativo e distância percorrida –mais R$ 0,50 a R$ 1 por quilômetro rodado.

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Reajuste anual: pedem que haja um reajuste anual programado para o serviço. Tabela de preços: citado por alguns entregadores, seria uma tabela não ditada pelo governo ou reguladores, mas construída entre entregadores e aplicativos.

Fim de bloqueios indevidos: reclamação constante dos entregadores, que questionam as políticas das empresas que acabam punindo entregadores com bloqueios.

Entrega de EPIs: pedem equipamentos de proteção para trabalhar com mais segurança durante a pandemia.

Apoio contra acidentes: se o entregador sofrer acidentes enquanto usa a plataforma, a ideia é ter algum tipo de auxílio. Programa de pontos: alguns entregadores questionam sistemas que fazem ranking de entregadores.

As exigências, no entanto, são muito semelhantes à da paralisação de motoristas de aplicativos como Uber e não englobam direitos trabalhistas. Existem opiniões divergentes entre os entregadores sobre a contratação e os direitos, sendo que alguns preferem ter e outros não. Por isso, está fora da pauta.

 

Os entregadores afirmam que não vão parar por aí e já discutem a data para uma nova greve.

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Simone Leite

Simone Leite atuou como repórter, produtora de TV, assessora de imprensa e editora de notícias. Há nove anos, atua diretamente na política, área que se diz apaixonada!