Por Felipe Fiamenghi

A capacidade de admirar o belo, talvez, seja a maior diferenciação entre os humanos e os outros animais. Uma declaração explicita da nossa racionalidade. Somos a única espécie capaz de analisar e apreciar a estética.

E a arte é a expressão do belo. De Bach a Da Vinci; de Michelangelo a Shakespeare, só foram imortalizados aqueles que criaram legados de beleza e harmonia.

107500948 3404801179552455 405801599153522478 n.jpg? nc cat=105& nc sid=8024bb& nc eui2=AeGhYO7FjjiCatgtO3simMGeROxePueqk hE7F4 56qT Ks vV5 NBsGzKDxnwKtazKhZGXRoe2BnJb0Is geZIk& nc ohc=idPhKnsuiMIAX9qGlFx& nc ht=scontent.fbsb8 1 - Por que a beleza importa?Não é artista, portanto, aquele que nega a estética. Pode ser um ator, cantor, escritor, escultor, pintor, mas não artista. A arte é beleza.

Relativizar o belo abre espaço para que muitas outras coisas sejam relativizadas. Se conseguem fazer-nos duvidar dos nossos próprios olhos, conseguem que duvidemos inclusive da verdade. Se a estética é relativa, todo o resto também é.

Assim, a moral, com a sua subjetividade inerente, fica absolutamente vulnerável. Assim, num mundo de artistas que não fazem arte, abre-se espaço para filósofos que não filosofam. Afinal, a beleza está para arte como a verdade está para a filosofia.

Filosofia

Na própria etimologia, aliás, o objetivo já se define: PHILOS (Amor, amizade) SOPHIA (sabedoria).

Não por acaso, nas faculdades de filosofia são estudadas as obras de físicos, matemáticos, astrônomos, cientistas, inventores ou artistas.

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Ser filósofo é uma característica, não um título acadêmico. É definido pelo profundo amor pelo saber, não por um diploma na parede.

Sendo assim, um ideólogo jamais será um filósofo. Quando se coloca a ideologia à frente da sabedoria, inevitavelmente, corrompe-se a verdade, manipula-se o saber; algo inadmissível para quem ama o conhecimento.

Dizer que palestrantes midiáticos ou militantes são filósofos é uma ofensa a Platão, Aristóteles, Marco Aurélio ou Voltaire.

A relativização da verdade, então, que carece do pensamento crítico para ser compreendida, depende da relativização da beleza, que só carece dos sentidos naturais.

Quem viu a Escultura Velada de Corradini encantaria-se pelo Abaporu de Tarsila? Quem ouviu Pachelbel toleraria Anitta? Quem conheceu Hamlet assistiria Macaquinhos?

Quando norteados pelo belo, sem que o grotesco seja exaltado pela mídia ou que o óbvio seja contestado pelos “intelectuais”, conseguiremos -enfim- enxergar as verdades com maior clareza, despidas de todo relativismo.

 

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