O primeiro ano de mandato na Câmara Federal foi de muito trabalho e aprendizado para o deputado Professor Israel. Ele é o entrevistado deste domingo no “Quatro Perguntas Na Lata”.
Confira!

01) Você acha que fez um bom primeiro ano de mandato como deputado federal?

Segundo o deputado Professor Israel (PV-DF), o primeiro ano no Congresso foi muito desafiador. “Partimos da realidade da Câmara Legislativa, onde nosso dever era pensar no DF, e passamos a ter que buscar soluções legislativas para todo o Brasil. Muita gente tem a impressão de que estou mais distante, sentem falta de conversar, tratar de seus problemas, mas a verdade é que falta tempo, pois agora preciso dar atenção ao País inteiro.” Logo em sua chegada à Câmara dos Deputados, Israel foi o único parlamentar do DF a integrar a comissão especial da reforma da previdência. “O primeiro semestre de 2019 foi focado em reduzir as injustiças da nova aposentadoria para a sociedade, sobretudo para os professores e, mais ainda, professoras, que estavam sendo duplamente prejudicadas. Nossa principal conquista foi a derrubada do regime de capitalização, uma emenda de minha autoria, evitando que se instaurasse no Brasil o mesmo modelo que levou o Chile à ruína.” Além da pauta previdenciária, o mandato também atuou para impedir os desmandos e deslizes do MEC na Educação brasileira. “Faço parte da Frente Parlamentar e da Comissão de Educação, e por diversas vezes tivemos que convocar os ministros para darem explicações sobre suas falas e atitudes. De contingenciamentos e perseguição a universidades públicas à condenação de políticas ideológicas imaginárias, houve muita polêmica e pouca ação”, afirma o parlamentar. Como presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público, Professor Israel também se propôs a debater a reforma administrativa. Sua interlocução entre servidores, representantes do governo, Ministério da Economia e sindicatos auxiliou no amadurecimento do texto e seu adiamento para 2020. “O funcionalismo público pode e deve ser melhorado, mas jamais tendo como princípio a perda de direitos essenciais, como a estabilidade e a irredutibilidade de salários”, defende o parlamentar.

 

02) O que você acha que precisa ser melhorado em seu mandato?
Em 2019, a voz do povo nas ruas e na internet foi fundamental para estabelecer os rumos da política brasileira. “A sociedade precisa participar mais, ela é o termômetro para guiar o Congresso. Uma sugestão do cidadão pode, sim, ser a base para um projeto de lei ou para o parlamento exigir mudança de postura ao Executivo”, reitera o deputado. Segundo Israel, o objetivo para esse ano é melhorar e fortalecer ainda mais o diálogo com a população por meio de suas redes sociais.

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03) Você acha que seu eleitor está satisfeito com o andamento do seu mandato?

O mandato do deputado Professor Israel manteve-se fiel às propostas de campanha. Seja por caminhos legislativos ou na construção de apoios políticos, Israel focou o trabalho parlamentar prioritariamente em educação. Algumas de suas lutas incluíram: projeto de lei de Proteção ao Professor, valorização da escola pública, institucionalização e continuidade do BoraVencer, luta contra o desmonte dos Institutos Federais de Brasília, defesa integral da UnB e da ESCS, e assistência estudantil na universidade pública e multa de trânsito proporcional à renda do infrator. O projeto de lei GovTech também tem a assinatura e participação do deputado. Coautor da proposta, Israel afirma que “o objetivo é a transformação digital dos serviços públicos ao cidadão, desburocratizando o acesso, reduzindo os gastos, acabando com longas filas e dando celeridade, transparência e eficiência na gestão dos dados públicos”. A Agenda para o Desenvolvimento Social é outra iniciativa fundamental para o país, e tem a apoio do deputado Israel. Ela vai priorizar os projetos legislativos que tenham por base a redução da desigualdade e igualdade de oportunidades à população menos favorecida.

 

04) Você acha que o eleitorado do DF está satisfeito com sua conduta política?

Mesmo com uma forte polarização no debate político, o mandato conseguiu se tornar um campo de discussão séria e moderada sobre diversos temas. As pessoas dão credibilidade ao trabalho, porque nunca apelou para a gritaria. Fazendo uma análise de seu mandato, Professor Israel considera que suas decisões políticas são respeitadas e reconhecidas na capital. “O mandato tem uma base ampla, que inclui apoiadores de várias ideologias políticas. E sabemos que, quando o assunto é política, é preciso encontrar um ponto de convergência entre as partes. Isso é a democracia em sua essência máxima”, afirma o parlamentar. E esse tem sido o nosso papel no Congresso Nacional: assumir uma postura de diálogo e busca pelo consenso.

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Simone Leite

Simone Leite atuou como repórter, produtora de TV, assessora de imprensa e editora de notícias. Há 8 anos, atua diretamente na política, área que se diz apaixonada!
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