Por Felipe Fiamenghi

O automóvel foi uma peça fundamental para o desenvolvimento ocorrido no século XX. Depois de sua invenção, a humanidade pode vencer distâncias em velocidade recorde e transportar cargas que seriam inimagináveis nas antigas carroças.

No entanto, centenas de milhares de pessoas morrem, anualmente, vítimas de acidentes automotivos. Alguns anos depois, o avião surgiu e, com ele, conquistamos os céus. As distâncias se tornaram ainda menores.

Suas inúmeras qualidades, porém, serviram para que as bombas atômicas fossem lançadas e ceifassem milhares de vidas inocentes.

A santa internet

Quase no final do século, então, surgiu a internet; que, em pouquíssimo tempo, mudou completamente o mundo.

Graças a ela, temos tudo ao alcance de um clique. Inclusive trafico de drogas, exploração sexual infantil e recrutamento para células terroristas.

Tudo pode ser usado para o mal. Qualquer coisa, portanto, pode ter seu propósito deturpado.

Semana passada, em Belo Horizonte, um homem foi preso por agredir sua madrasta com um peito de frango congelado.

As armas seguem exatamente o mesmo conceito. Não por acaso, um dos revólveres mais famosos do mundo, o Colt SAA, foi apelidado de “Peacemaker”; em tradução livre: “O criador da paz”.

Somente uma arma de fogo pode possibilitar, por exemplo, que uma mulher de 50Kg reaja contra um agressor com o dobro de seu tamanho.

Elas têm uma capacidade única de equalizar forças. Ainda assim, mesmo com a maioria absoluta dos brasileiros indo às urnas, em 2005, e votando A FAVOR do direito à legitima defesa, fomos arbitrariamente desarmados.

Criminalização das armas

O resultado não poderia ser mais desastroso. Em 10 anos, o índice de homicídios aumentou 40%. Criminalizar as armas fez com que as mesmas fossem monopolizadas pelos criminosos, que não mais encontraram resistência por parte de suas vítimas.

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Com a desculpa de “proteger” os cidadãos, a imbecilidade governamental resultou em uma carnificina.

Atingimos a vergonhosa taxa de 31,6 homicídios por cada 100 mil habitantes. MAIS DO QUE O TRIPLO da taxa que a OMS considera uma EPIDEMIA DE VIOLÊNCIA.

Golpe da liberdade de expressão

Agora, o novo projeto pelo “bem comum” é o debate sobre as Fake News, que visa golpear duramente a liberdade de expressão.

Para isso, exatamente como na época do desarmamento, quando foram consultados os “especialistas” das ONGs, em vez de pesquisadores da área de Segurança Pública, a consulta sobre as liberdades da internet estão sendo feitas com “autoridades” no assunto, como o Youtuber Felipe Neto.

O teatro do Congresso Nacional e o Inquérito inconstitucional do STF visam única e exclusivamente calar opositores e cercear direitos fundamentais dos cidadãos.

O objetivo é retroagir ao tempo em que só a grande imprensa, que come na mão dos corruptos, tinha o monopólio do discurso.

Nada além. Prova disso é que nenhuma ação efetiva foi tomada contra os parlamentares descobertos na prática do “crime”, como Rui Falcão, denunciado por Hans River, ou Joice Hasselmann, denunciada pelos próprios assessores.

Enquanto alguns aplaudem, cegos pela ideologia, na esperança de que toda essa palhaçada crie um pretexto para derrubarem o Presidente, a OAB está norteando as limitações das NOSSAS LIBERDADES pelas análises de um jogador de Minecraft (o que diabos seja isso), de cabelo colorido, que tinha como maior especialidade, até pouco tempo, imitar uma foca.

SALVE-SE QUEM PUDER!
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[…] Fonte: Rádio Corredor […]

Fernando Chaves
Fernando Chaves
2 meses atrás

MUITO BOM Felipe Fiamenghi.
Fernando Chaves