Agroecologia: uma solução necessária

Com a pandemia, as pessoas se conscientizaram mais para a necessidade de escolher uma alimentação mais saudável, que fortaleça o organismo e que ajude na prevenção de doenças.

Disponíveis em todo o Distrito Federal, as feiras da agricultura familiar são uma boa opção para adquirir esses alimentos. Nelas é possível encontrar frutas, legumes, hortaliças, panificados, mel, pimentas, cogumelos, geleias, cafés, artesanato, entre diversos outros itens comercializados por produtores rurais apoiados pela Emater.
 
De acordo com a agroecóloga Ceiça Oliveira, o melhor caminho para manter a saúde é a chamada “comida de verdade”, ou seja, aquela baseada em alimentos naturais, não processados ou que foram minimamente manipulados. “Nas feiras orgânicas é possível encontrar frutas, legumes, hortaliças, panificados, mel, pimentas, cogumelos, geleias, cafés, artesanato, entre diversos outros itens comercializados por produtores rurais, destacou a especialista, durante entrevista à quarta edição do d’Aguiar Podcast, apresentado por Renata d’Aguiar.
 
Dados mostram que, apesar de toda a crise econômica gerada pela pandemia de covid-19, o setor de produtos orgânicos registrou uma alta de 30% nas vendas em 2020, movimentando R$ 5,8 bilhões, segundo a Associação de Promoção dos Orgânicos. O ano foi marcado, também, pelo avanço desses produtos para as cidades do interior do País.
 
O aumento, em si, não chega a ser uma novidade, já que os orgânicos quadruplicam suas vendas entre 2003 e 2017 e cresceram 15% em 2019. Na verdade, esses 30% conquistados em tempos de crise apontam uma tendência: a consolidação de um novo cenário, na qual a alimentação saudável, a sustentabilidade e as relações de produção socialmente mais justas estão ganhando terreno no conjunto da sociedade.
 
Em 2021, o crescimento foi de 10%, mesmo percentual esperado para este ano.
 
Um total de 85% da população brasileira não consume orgânicos, pois 41% apontam o preço como fator determinante, os demais alegaram desconhecimento, falta de interesse e falta de local para compra. “Quanto mais se investir em tecnologia e novas técnicas, mais o preço vai cair”, garante Ceiça Oliveira em resposta a Renata d’Aguiar.
 
Além disso, a agroecóloga frisa que precisa-se conscientizar e educar o consumidor, valorizar o trabalho local e garantir a segurança dos produtos. O tamanho do potencial do mercado de orgânicos no Brasil é de 207 milhões de habitantes, afinal não dependemos de importação de insumos e tecnologia, pois temos tudo aqui no nosso quintal.

Horta Comunitária
O instituto Reciclando o Futuro inaugurou, no último sábado, a horta comunitária acessível do Reciclando o Futuro, que vai funcionar na EQS 102/103 Sul, do Plano Piloto.
 
O espaço conta com acessibilidade. Assim, qualquer pessoa, independentemente do tipo de limitação, terá a oportunidade de cultivar legumes e verduras.
 
O local é aberto para a comunidade interagir e ter contato com práticas agrícolas em um ambiente urbano, tendo vivência com escolas para oficinas educativas sobre agroecologia. Esperamos que essa ideia de horta urbana com acessibilidade se espalhe pelo DF.
 
A expectativa do Reciclando o Futuro é atender mais de mil pessoas por trimestre, com rotatividade de voluntariado para rega e manutenção do plantio. Não vai ser cobrado nada será uma troca. A pessoa trás sementes, saquinhos e adubo e nossa horta urbana com acessibilidade atenderá a todos que queiram interagir com a natureza.
 
Os alunos aprenderão sobre técnicas agrícolas, produção de mudas em recipiente recicláveis, germinação de sementes do cerrado e como cuidar de uma horta urbana. Cada aula terá duração de uma hora.

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