Um Brasil que mata mulheres. O que fazer?

No dia em que se comemora o Dia Internacional da Mulher é necessário fazer uma observação: elas estão morrendo. Todos os dias os noticiários trazem informações de algum tipo de violência contra as mulheres.

No Distrito Federal, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, ocorrências de feminicídios  aumentaram 55% no ano passado em relação a 2017 – passou de 18 casos par 28. Este ano já houve quatro mortes de mulheres.

Em todo o País, até o momento, segundo um levantamento da USP, 107 mulheres foram assassinadas.

Em 2016, 4.645 mulheres foram assassinadas. Um número estarrecedor.

Certamente a imprensa fará especiais e diversas reportagens mostrando essa triste estatística. Mas as mulheres precisam de mais do que gráficos manchados de sangue.

Senão uma luz no final do túnel, pelo menos uma faísca de esperanças para elas. Na Câmara Federal, deputadas se reuniram e instalaram a Comissão Temporária Externa.

Em tese, o colegiado acompanhará os casos de violência doméstica contra a mulher e feminicídio em todo país.

No front para a criação da comissão, a deputada do DF, Flávia Arruda (PR), sabe que terá muito trabalho pela frente.

Mas ela acredita: “é necessário verificar como os Estados estão atuando, quais são as políticas implementada, quais os recursos destinados para este enfrentamento, se há ou não orçamento garantido para a execução destas políticas de forma permanente”.

Está realmente na hora das “soluções” saírem das reportagens e passarem para a prática.

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