Delegado Pablo Aguiar resiste a voltar às urnas, apesar da pressão para disputar as eleições de 2026

Investigador ganhou projeção após conduzir caso Rodrigo Castanheira e voltou a ser lembrado nos bastidores da política do DF

O delegado Pablo Aguiar voltou ao centro das conversas políticas no Distrito Federal, mas, ao que tudo indica, ainda não pretende trocar a investigação policial pela disputa eleitoral.

Nos bastidores, lideranças partidárias têm insistido para que Aguiar concorra nas eleições deste ano. O principal entusiasta é o voce-presidente do PSD-DF e coordenador das nonimatas, Lucas Kontoyanis, que tenta convencer o delegado a retornar ao cenário político. Até o momento, porém, a resposta continua sendo negativa.

Pablo Aguiar disputou uma vaga na Câmara Legislativa em 2022 pelo PMN e recebeu 7.765 votos, desempenho considerado expressivo para um candidato estreante. Desde então, seu nome permaneceu no radar de grupos políticos, mas ganhou ainda mais força nas últimas semanas em razão da repercussão do caso que investigou envolvendo a morte do adolescente Rodrigo Castanheira.

Como titular da Delegacia de Vicente Pires, Aguiar conduziu as investigações que levaram à prisão do piloto Pedro Turra. O inquérito foi instaurado inicialmente por lesão corporal, mas, com o avanço das apurações e a morte da vítima, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) entendeu que os elementos reunidos caracterizavam crime contra a vida e encaminhou o caso à Promotoria do Júri.

A atuação no caso ampliou a visibilidade do delegado e fez crescer a movimentação para que ele voltasse a disputar um cargo eletivo. Apesar disso, pessoas próximas afirmam que Aguiar tem repetido que seu ciclo na política ficou para trás e que pretende permanecer na carreira policial.

Apesar das sucessivas recusas, o nome de Pablo Aguiar continua circulando nas conversas políticas. Entre dirigentes e aliados, a avaliação é de que, se decidisse entrar na disputa, teria potencial para uma candidatura majoritária. Nos bastidores, há quem considere que o delegado seria uma das apostas mais competitivas para uma vaga ao Senado. Será? Nosso amigo Odir Ribeiro aposta que sim.

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