Ex-governador diz que quer priorizar a vida pessoal, afirma que cumpriu sua missão à frente do DF e abre mão da disputa eleitoral.
Por Simone Leite
O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), informou nesta quarta-feira (8), em entrevista à TV Globo, que decidiu não concorrer a uma cadeira no Senado nas eleições deste ano.
Ele comandou o Governo do Distrito Federal por dois mandatos consecutivos, após ser eleito pela primeira vez em 2018. Em março deste ano, deixou o cargo para cumprir o prazo de desincompatibilização exigido pela Justiça Eleitoral, etapa necessária para quem pretendia disputar outro cargo eletivo.
Ao explicar a mudança de planos, Ibaneis afirmou que pretende dedicar mais tempo à vida pessoal. “Completo 55 anos na sexta-feira (10) e quero cuidar da minha vida”, declarou em mensagem enviada à emissora.
O ex-governador também destacou que considera ter cumprido sua missão à frente da capital. “Fiz a minha parte pela cidade que amo e que me deu tudo. Passei pela pandemia, cuidei de muitas pessoas e agora preciso cuidar de mim”, afirmou.
Em outras mensagens, Ibaneis ressaltou que não pretende disputar nenhum outro cargo eletivo, incluindo uma possível candidatura à Câmara dos Deputados. Segundo ele, não depende de um mandato para se sentir realizado.
Trajetória política
Com a decisão de abandonar a disputa pelo Senado, Ibaneis encerra um ciclo de aproximadamente sete anos na política do Distrito Federal. Sua carreira política começou diretamente no Executivo, sem experiência anterior em cargos no Legislativo.
Natural de Corrente, no Piauí, ele construiu sua trajetória profissional em Brasília como advogado e presidiu a seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF).
Na eleição de 2018, surpreendeu ao vencer o então governador Rodrigo Rollemberg (PSB), que buscava a reeleição. Quatro anos depois, em 2022, garantiu um novo mandato ainda no primeiro turno.
Em 2023, poucos dias após assumir o segundo mandato, foi afastado temporariamente do cargo por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida teve como fundamento uma possível omissão das forças de segurança do Distrito Federal durante os atos de 8 de janeiro. Meses depois, Ibaneis foi autorizado a retornar ao comando do governo.