Programado para acabar em dezembro deste ano, o Auxílio Emergencial pode ser estendido para os primeiros meses do ano que vem. Nesta terça-feira (10), o ministro da Economia, Paulo Guedes, assumiu pela primeira vez a possibilidade de adiar o fim do benefício.

De acordo com Guedes, a medida pode ser acionada caso uma segunda onda da covid-19 atinja o Brasil. Ele disse também que um novo crescimento no número de contaminados pode aumentar os gastos públicos do Brasil, mas em nível inferior ao gasto neste ano.

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“Se uma segunda onda nos atingir, aí iremos aumentar mais os gastos. Em vez de 8% do PIB, provavelmente usaremos desta vez metade disso. Porque podemos filtrar os excessos e certamente usar valores menores”, disse em evento da agência Bloomberg.

De acordo com o ministro, a continuidade de programas emergenciais para o ano que vem não deve entrar em conflito com as medidas de contenção de gastos.

“Definitivamente, não usaremos a pandemia como desculpa para fazer um movimento político irresponsável”, garante.

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Simone Leite

Simone Leite atuou como repórter, produtora de TV, assessora de imprensa e editora de notícias. Há dez anos, atua diretamente na política, área que se diz apaixonada!