Federação União Progressista balança nos bastidores e expõe racha estratégico antes do aval do TSE

Jantar em Brasília vira estopim de crise interna entre União Brasil e Progressistas

A informação revelada pela jornalista Denise Rothenburg, do Correio Braziliense,
escancara o clima de tensão que envolve a federação entre União Brasil e Progressistas.Um jantar na casa do senador Laércio Oliveira (PP-SE) acendeu o alerta máximo na cúpula da federação
entre União Brasil e Progressistas.O encontro colocou em xeque a viabilidade política da chamada União Progressista (UP), projeto anunciado
com pompa no ano passado, mas que agora enfrenta resistência interna e divergências regionais difíceis de contornar.

Nos bastidores, a avaliação é direta: o acordo pode ter sido grande demais para as realidades locais.

O plano original que não saiu do papelQuando a federação começou a ser desenhada, havia um cálculo estratégico.A expectativa era de que Ciro Nogueira (PP-PI) integrasse uma chapa presidencial como candidato a vice,
possivelmente ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

O arranjo daria densidade nacional ao bloco e justificaria a união formal.

Mas o cenário não se consolidou.

Sem projeto majoritário claro, a federação passou a depender exclusivamente da engenharia eleitoral nos estados — e é justamente
aí que surgem os conflitos.

Federação do PP e União sobe no Telhado

Divergências regionais travam avançoNos estados, União Brasil e Progressistas disputam espaços, lideranças e candidaturas.A federação obriga atuação conjunta por quatro anos, o que significa abrir mão de palanques próprios e negociar alianças que,
em vários casos, são antagônicas.

Há ainda o temor de debandada: dirigentes avaliam que parte dos quadros pode deixar a legenda caso a federação seja mantida.

Pressão tardia e decisão iminenteOutros nomes ligados ao grupo de Ciro compartilham da insatisfação, embora a direção nacional ainda resista a abandonar o projeto.O problema é o timing.

A cúpula espera que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) avalize a federação nos próximos dias.

Se o sinal verde vier antes de um consenso interno, o desgaste pode se aprofundar.

O que está em jogoMais do que uma união partidária, o impasse envolve:

  • Controle de fundos eleitorais
  • Tempo de televisão
  • Estrutura nacional para 2026
  • Sobrevivência regional de lideranças

A federação nasceu para ampliar poder. Pode terminar comprimindo espaço político.

Moral da história

Sem projeto nacional consistente, federação vira soma contábil — não estratégia eleitoral.

E em Brasília, matemática sem política costuma cobrar seu preço.

https://radiocorredor.com.br/um-passarinho-me-contou/vai-ter-federacao-entre-uniao-e-pp-sim/

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