📊 Podemos-DF, Robério puxador e a matemática das sobras
Uma simulação didática para entender o sistema proporcional
Antes de qualquer coisa, é fundamental deixar absolutamente claro ao leitor:
🔎 Esta matéria não afirma filiação de ninguém.
🔎 Não estamos anunciando nominata fechada.
🔎 Não estamos dizendo que esses nomes estejam oficialmente no Podemos-DF.
O que fazemos aqui é uma simulação técnica e didática, utilizando nomes que circulam no radar político e aparecem em conversas de bastidores, apenas para explicar como funciona o sistema proporcional — especialmente a lógica das sobras.
Porque eleição para deputado distrital não é majoritária.
Não é “quem tem mais voto entra”.
É cálculo partidário.
E é exatamente aí que mora a diferença entre fazer um deputado… ou fazer dois.
🧮 O ponto central: Robério como puxador de votos
Nos bastidores, o nome de Robério Negreiros aparece com frequência como potencial puxador de votos.
Na eleição passada ele fez:
👉 31.341 votos
Mas em reuniões políticas, comenta-se que, numa nominata bem organizada, ele poderia alcançar a casa dos 40 mil votos.
Partindo dessa hipótese, montamos dois cenários.
📌 Base da simulação
- Quociente eleitoral fixado: 70 mil votos
- Sistema proporcional com regra de sobras
- Votações da eleição anterior como referência
🗳️ Nomes utilizados no exercício
- Negreiros – 31.341
- Subtenente Geraldo Alves – 14.123
- Daniel Radar – 11.739
- Renata D’Aguiar – 11.473
- Crícia Cantora de Pentecostes – 9.252
- Professor Ivan Moraes – 7.894
- Coronel Michello – 5.944
- Renato Santana – 5.586
- Silene da Saúde – 4.570
Total da nominata simulada:
👉 101.922 votos
🟢 CENÁRIO 1
Robério repetindo 31.341 votos
Com esse total de 101.922 votos:
✔ O partido ultrapassa o quociente de 70 mil
✔ Faz 1 deputado direto
Agora entra a matemática da sobra.
Fórmula:
Votos do partido ÷ (vagas conquistadas + 1)
101.922 ÷ 2 =
👉 50.961
Esse seria o índice do partido na disputa da segunda vaga pela sobra.
O que isso significa?
Significa que o Podemos entraria na briga pela segunda cadeira com índice competitivo, mas ainda dependente do desempenho dos outros partidos.
Não seria favoritismo absoluto.
Mas estaria no jogo.
🔥 CENÁRIO 2
Robério chegando a 40 mil votos
Se Robério sobe para 40 mil votos, o partido ganha mais 8.659 votos.
Novo total:
👉 110.581 votos
Continua fazendo 1 vaga direta.
Mas o índice da sobra muda:
110.581 ÷ 2 =
👉 55.290
Aqui o cenário muda de patamar.
Com índice acima de 55 mil, o partido passa a disputar a segunda cadeira com muito mais força.
É a diferença entre “estar na briga” e “ser protagonista da sobra”.
📊 E se quisesse garantir duas diretas?
Para fazer 2 vagas diretas sem depender da sobra, o partido precisaria atingir:
👉 140 mil votos
Hoje os cenários mostram:
- Cenário 1 → 101.922 votos
- Cenário 2 → 110.581 votos
Ou seja, ainda faltaria:
- 38 mil votos no cenário 1
- 29 mil votos no cenário 2
🎯 A disputa interna
Se vier segunda vaga pela sobra, ela não vai para quem “quase fez 70 mil”.
Ela vai para o segundo mais votado da legenda.
Hoje, na base simulada:
1️⃣ Robério Negreiros – 31.341
2️⃣ Subtenente Geraldo Alves – 14.123
3️⃣ Daniel Radar – 11.739
4️⃣ Renata D’Aguiar – 11.473
5️⃣ Crícia – 9.252
6️⃣ Professor Ivan Moraes – 7.894
7️⃣ Coronel Michello – 5.944
8️⃣ Renato Santana – 5.586
9️⃣ Silene da Saúde – 4.570
Ou seja, numa eventual segunda cadeira, hoje ela estaria com Subtenente Geraldo.
Mas qualquer crescimento de 5 a 10 mil votos altera essa ordem.
📌 Qual a votação ideal para levar a segunda vaga na sobra?
Considerando o cenário mais competitivo (Robério chegando a 40 mil votos e o partido somando cerca de 110 mil votos):
Se o Podemos conquistar a segunda cadeira pela sobra, ela irá para o segundo mais votado da legenda.
Hoje, na simulação base, o segundo colocado aparece com pouco mais de 14 mil votos.
Mas politicamente esse número é frágil numa nominata que tende a crescer.
🎯 Número ideal para levar a segunda vaga na sobra no Podemos:
👉 Entre 20 mil e 25 mil votos. 18 mil da para sonhar também
Por quê?
- Dá segurança interna
- Cria margem caso a nominata cresça
- Reduz risco de ultrapassagem
- Consolida posição mesmo com crescimento coletivo
Em um cenário mais competitivo, com partido se aproximando de 120 mil votos, o ideal seria mirar 25 mil votos ou mais para praticamente blindar a segunda posição.
Abaixo disso, entra na zona de risco.
🧠 O que essa simulação ensina
✔ Um puxador de votos melhora o índice da sobra.
✔ Crescimento coletivo fortalece a nominata.
✔ Às vezes alguém com 14 mil votos entra — porque o partido fez a conta certa.
✔ Eleição proporcional é matemática, não só popularidade.
📌 Conclusão
Este é um exercício para quem quer entender o jogo real.
Não é anúncio de filiação.
Não é definição de chapa.
É estudo técnico.
Mas uma coisa é clara:
Se Robério repetir votação, o partido faz 1 e briga pela segunda.
Se ele chegar a 40 mil, fortalece muito a disputa.
Se a nominata crescer junto, o cenário muda de escala.
Na eleição proporcional, não basta ter voto.
É preciso ter estratégia.
Como ficaria a Eleição Para Deputado Federal com Quociente de 202 mil votos?