SIMULAÇÃO DIDÁTICA: COMO A FEDERAÇÃO PP–UNIÃO BRASIL PODE SE COMPORTAR NA DISPUTA DISTRITAL
Antes de qualquer cálculo, um esclarecimento necessário.
Estamos utilizando este espaço para simular possíveis cenários de nominatas de forma didática. O objetivo é ajudar quem acompanha política — especialmente pré-candidatos — a compreender o peso da sobra no sistema proporcional.
Quem pretende disputar eleição precisa conhecer exatamente o próprio potencial de votos, analisar o tamanho da nominata e escolher o partido onde sua votação faça sentido matemático.
Usamos como base votações anteriores e criamos projeções para fins de cálculo.
Isso não é previsão.
Não é adivinhação.
É estudo de cenário.
Na política, o fator humano pesa tanto quanto a matemática. Essas simulações têm apenas um propósito: ajudar o leitor a entender como funciona o sistema proporcional para deputado distrital.
FEDERAÇÃO PP–UNIÃO BRASIL
Simulação para Deputado Distrital – Quociente hipotético de 70 mil votos
CENÁRIO 1 – REPETIÇÃO DA VOTAÇÃO ANTERIOR
Votação considerada:
Eduardo Pedrosa – 22.489
Daniel de Castro – 20.402
Claudio Abrantes – 20.254
João Cardoso – 17.579
Pepa – 15.393
Valdelino Barcelos – 13.040
Total da federação: 109.157 votos
Cálculo do quociente
109.157 ÷ 70.000 = 1,55
Resultado:
1 cadeira direta garantida.
Entra na disputa por 1 vaga na sobra.
Média para a sobra
109.157 ÷ 2 = 54.578
Com esse número, a federação teria boa chance de conquistar a segunda vaga na sobra, a depender do desempenho das demais legendas.
Conclusão do cenário 1:
Provável resultado: 2 distritais (1 direto + 1 na sobra).
CENÁRIO 2 – PROJEÇÃO DE CRESCIMENTO
Simulação considerada:
Eduardo Pedrosa – 30.000
Daniel de Castro – 25.402
Claudio Abrantes – 25.254
João Cardoso – 22.579
Pepa – 20.393
Valdelino Barcelos – 18.040
Novo total: 141.668 votos
Cálculo do quociente
141.668 ÷ 70.000 = 2,02
Resultado:
2 cadeiras diretas garantidas.
Agora a federação entra na disputa pela terceira vaga na sobra.
Média para a sobra
141.668 ÷ 3 = 47.222
Com essa média, a federação ficaria competitiva para disputar a terceira vaga, dependendo da fragmentação das demais legendas.
Conclusão do cenário 2:
2 cadeiras garantidas.
Terceira vaga possível, mas dependente do cenário geral.
O número de segurança
Para a Federação PP–União Brasil ter maior segurança na conquista de três cadeiras, precisaria se aproximar de algo entre 170 mil e 190 mil votos totais.
Abaixo disso, a terceira vaga dependeria exclusivamente da dinâmica da sobra e do desempenho das demais legendas.
Para pensar
Essas simulações não afirmam que será assim.
Elas apenas demonstram que eleição proporcional não é corrida individual. É soma coletiva.
Não se trata de preferências pessoais por nomes ou partidos. Trata-se de compreender o funcionamento do sistema.
No modelo proporcional, quem ignora a matemática costuma entender tarde demais como funciona a sobra.
E política, no fim, é voto — mas também é cálculo.
Essas simulações não afirmam que será assim.
Elas apenas demonstram que eleição proporcional não é corrida individual. É soma coletiva.
No modelo proporcional, a parte de cima da nominata ajuda. Mas é a parte de baixo que sustenta o projeto.
Parte de Baixo
A Federação PP–União Brasil, assim como qualquer outro partido, precisa montar a base da nominata com cuidado, buscando nomes que agreguem votos e reduzam dispersão interna.
Quem quiser sonhar com três vagas precisa correr atrás de nomes competitivos, especialmente aqueles que já demonstraram capacidade eleitoral em eleições anteriores.
Sem densidade coletiva, não há sobra.
E no sistema proporcional, quem quer sonhar alto precisa primeiro montar a base.
O que o Podemos precisa para fazer dois deputados distritais?