Deputado Eduardo Pedrosa esclarece boatos sobre doação de órgãos e faz defesa firme do sistema de transplantes no DF e no Brasil
Diante da circulação de informações falsas e alarmistas sobre doação de órgãos, o deputado distrital Eduardo Pedrosa fez um esclarecimento público contundente para rebater boatos que, segundo ele, colocam em risco um dos sistemas mais rigorosos e importantes da saúde pública brasileira: o sistema de transplantes.
Pedrosa classificou como absurdo o conteúdo das mensagens que vêm sendo compartilhadas e alertou que esse tipo de desinformação pode gerar medo em famílias e, na prática, custar vidas, ao afastar potenciais doadores.
Compatibilidade é regra básica, não exceção
O deputado destacou que não existe a possibilidade de retirada aleatória de órgãos para transplante. Para que uma doação ocorra, é obrigatória a compatibilidade entre doador e receptor, obedecendo critérios médicos rigorosos.
“Não é simplesmente tirar um órgão de uma pessoa e colocar em outra. Isso não existe”, reforçou.
Além disso, ele explicou que órgãos retirados de cadáveres não são automaticamente viáveis, especialmente quando há uso de determinadas drogas ou situações clínicas que comprometem o funcionamento dos órgãos.
Órgãos tornam-se imprestáveis em determinados contextos
Pedrosa foi enfático ao afirmar que, em casos específicos, a aplicação de substâncias que prejudicam o coração ou outros órgãos inviabiliza completamente qualquer possibilidade de doação.
“Esses órgãos não funcionariam. Não teriam nenhuma finalidade para transplante”, afirmou.
Ou seja, não há lógica — nem técnica, nem médica — nas acusações que vêm sendo feitas.
Sistema é rígido, auditado e rastreável
Outro ponto central do esclarecimento foi o funcionamento do sistema de transplantes no Distrito Federal e no Brasil. Segundo o deputado, trata-se de um processo extremamente controlado, com fila única, critérios públicos e auditorias constantes.
Ele exemplificou: se um órgão sai de Brasília com destino a outro estado, como São Paulo, e não chega ao destino, o sistema “apita”, aciona controles e inicia apurações imediatas.
“Existe lista, existe fila, existe auditoria. É um processo muito rígido”, destacou.
Famílias precisam autorizar: sem consenso, não há doação
Pedrosa lembrou ainda que, mesmo quando a pessoa se declara doadora em vida, a família precisa autorizar a doação após o óbito. Caso não haja concordância total entre pais ou responsáveis, a doação simplesmente não ocorre.
Esse ponto, segundo ele, torna ainda mais grave a disseminação de fake news, pois gera medo justamente em quem tem o poder final de autorizar.
Medo pode aumentar fila e tirar chances de vida
O deputado relatou ter recebido diversas mensagens de pessoas que aguardam transplantes, preocupadas com o impacto dessas informações falsas.
O Brasil já possui uma fila extensa de pacientes esperando por órgãos, e qualquer queda na confiança do sistema pode reduzir drasticamente as chances de sobrevivência de milhares de pessoas.
Respeito às famílias e aos transplantados
Eduardo Pedrosa também pediu respeito às famílias que perderam entes queridos e às pessoas que passaram por transplantes e se sentiram indignadas ao ver boatos sendo espalhados sem responsabilidade.
“É preciso falar a verdade, compartilhar informação correta e defender o sistema de transplantes”, afirmou.
Um apelo direto à população
Ao final, o deputado fez um chamado claro:
Doar órgãos é salvar vidas.
Defender o sistema de transplantes é defender a vida, a ciência e a dignidade humana.
Informação correta também salva vidas.