UM PASSARINHO ME CONTOU
1 – Distância calculada
Nos bastidores da política do DF, cresce a avaliação de que parte da direita prefere manter distância estratégica do ex-governador José Roberto Arruda. O silêncio prolongado e a falta de posicionamento claro passaram a ser lidos como falta de alinhamento.
2 – Neutralidade que cobra preço
A neutralidade, que em outros tempos funcionou como trunfo, hoje pesa contra Arruda. Lideranças avaliam que ele perdeu timing em um campo político que exige posição firme e clareza.
3 – Kassab e o peso da rejeição
Nos corredores do poder, já circula a leitura de que Gilberto Kassab carrega alta rejeição junto ao eleitorado de direita do DF — rejeição comparada, por alguns, à do PT. Esse carimbo não ajuda em nada o projeto de Arruda.
4 – Arruda entre dois mundos
Enquanto perde espaço na direita, Arruda tenta abrir canais no campo governista nacional, inclusive com Lula. O movimento deixa o ex-governador isolado: distante da direita e sem conforto real à esquerda.
5 – Efeito bumerangue
A combinação Kassab, PSD e flerte com Lula é vista como combustível para desgaste digital, hate e isolamento político. Nos bastidores, a aposta é que o tiro pode sair pela culatra.
6 – Mobiliza DF em campo
O Mobiliza DF acelerou articulações para 2026. Encontros discretos e conversas reservadas têm acontecido com frequência, envolvendo lideranças partidárias e nomes atentos ao novo tabuleiro político.
7 – Alianças fora da bolha
A leitura é que o movimento busca ampliar o diálogo além dos círculos tradicionais, testando apoios e costurando alianças com foco em chapas proporcionais e palanques mais amplos.
8 – A origem do ruído
Nos bastidores, todo mundo já sabe de onde saiu a conversa sobre o PL-DF deixar a base de Celina Leão e Ibaneis Rocha. Um dos focos do ruído é Alberto Fraga, que nunca teve boa relação com o governador.
9 – A promessa que não veio
O segundo personagem é o senador Izalci Lucas. Segundo interlocutores, a promessa para sua entrada no PL seria a candidatura ao Palácio do Buriti — sinalização que até agora não apareceu.
10 – Maioria bateu o martelo
Apesar dos ruídos, a maioria do PL, com mandato ou não, mas bem votada, foi clara: não abre mão de estar com Celina Leão. A decisão foi tomada de forma educada, discreta e pragmática.
11 – Espaço no governo pesa
O PL tem espaço no governo e boa interlocução. Deputados da legenda participam ativamente da gestão, o que reforça a decisão de manter a aliança.
12 – Jogo longo
A leitura estratégica é simples: apoiar Celina agora, focar na eleição de Flávio Bolsonaro para presidente e observar. Se Celina vencer, daqui quatro anos o jogo zera e tudo começa de novo.
13 – Pesquisa que não existe
Virou moda dizer que está “na frente das pesquisas”. O detalhe é que não há pesquisas em andamento no DF. Quem se coloca como líder ou lanterna está espalhando fake news de bastidor.
14 – Guerra de narrativa
Sem números, o jogo virou disputa de narrativa. É blefe para animar militância, segurar aliados e tentar criar clima artificial de favoritismo.
15 – Caixa vazio
Um pré-candidato vive situação crítica: está quebrado, sem conseguir rodar pelas cidades do DF. Nem vaquinha resolveu. A campanha simplesmente não anda.
16 – Fundo ou fim
Nos bastidores, a avaliação é dura: sem fundo partidário, esse projeto não sai do papel. O tempo passa e a pré-candidatura corre risco de virar conversa fiada.
17 – Fogo no quintal
Com a barba pegando fogo, Lula deixou Ibaneis em segundo plano e passou a olhar para o próprio quintal, que não para de pegar fogo. A prioridade agora é apagar incêndio interno.
18 – Pressão máxima
Com Flávio Bolsonaro encostando nas pesquisas nacionais, o clima azedou. No DF, muita gente ficou sem rumo, sem discurso e sem estratégia.
19 – O acordo que virou pesadelo
Um acordo fechado em sala refrigerada virou pesadelo quando chegou no calor da rua. Promessa feita, apoio combinado, foto tirada. Na hora H, o aliado sumiu e o prejuízo ficou.
20 – O áudio que quase veio à tona
Um áudio cabeludíssimo circulou em grupos fechados e foi ouvido por gente grande. Só não vazou por pouco. Quem escutou garante: se sai, derruba discurso, amizade e projeto eleitoral.