Agaciel Maia dá aula de economia, aponta falhas do modelo brasileiro e desponta como forte nome para a Câmara Federal
O secretário do Governo do Distrito Federal e ex-deputado distrital Agaciel Maia voltou ao centro do debate político ao apresentar uma análise clara, técnica e direta sobre o sistema tributário brasileiro e o modelo adotado pelo Paraguai. A avaliação, além de repercutir fortemente nos bastidores, reforça um movimento cada vez mais comentado: Agaciel deve vir como pré-candidato a deputado federal pelo PL, com reais chances de eleição.
Reconhecido nacionalmente como um dos maiores especialistas em orçamento público do Brasil, Agaciel falou com a autoridade de quem já comandou a Comissão de Orçamento da Câmara Legislativa do DF e conhece, nos detalhes, o funcionamento das contas públicas.
“As pessoas querem entender por que o Paraguai avançou”
Durante a fala, Agaciel destacou que tem sido constantemente procurado para explicar o crescimento econômico do país vizinho.
“Tenho recebido muitas mensagens de pessoas que querem entender por que o Paraguai, que sempre foi tratado de forma pejorativa, hoje está se organizando e crescendo”, afirmou.
Segundo ele, a resposta está na simplicidade e na racionalidade do sistema tributário.
O modelo 10-10-10
Agaciel explicou que o Paraguai adotou um modelo claro e objetivo, conhecido como “10-10-10”.
“Lá o IVA é de 10%. No Brasil, teremos dois impostos — CBS e IBS — que juntos chegam a 26,5%. Isso faz toda a diferença para quem produz”, pontuou.
Ao comparar a tributação sobre empresas, foi ainda mais direto:
“No Brasil, a soma do imposto sobre o lucro pode chegar a 34%. No Paraguai, é 10%. É uma diferença brutal.”
Pessoa física e folha de pagamento
O economista também chamou atenção para o peso sobre o trabalhador e o empregador no Brasil.
“O imposto de renda da pessoa física no Paraguai vai de 8% a, no máximo, 10%. Aqui, o trabalhador pode pagar até 27,5%.”
Sobre a folha de pagamento, Agaciel foi categórico:
“No Brasil, além dos 20% de INSS, ainda tem 8% de FGTS. No Paraguai, esses encargos são muito menores. Resultado: lá o setor produtivo gera mais empregos.”
Menos assistencialismo, mais emprego
Na avaliação do secretário, o excesso de impostos acaba criando um ciclo de dependência.
“É melhor estimular o setor produtivo a gerar emprego e renda do que sufocar quem produz e depois transferir tudo para programas assistenciais”, afirmou.
Para Agaciel, desenvolvimento sustentável passa por trabalho, não por dependência do Estado.
Nome forte para as Eleições
Nos bastidores, cresce a avaliação de que Agaciel Maia, caso confirme a pré-candidatura a deputado federal pelo PL, entra na disputa com musculatura técnica, política e eleitoral. Seu domínio sobre orçamento público e reforma tributária o coloca em posição de destaque num tema que impacta diretamente a vida de empresários, trabalhadores e gestores públicos.