A dor de cotovelo nos leva a locais que nós nem imaginamos. Eu, como uma pessoa qualquer, tenho as minhas. e nós sempre temos aquela “desgraçada” que não sai da mente. Haja doideira e cachaça!

E a minha dor de cotovelo me levou a um cabaré de luxo lá na Asa Sul. O meio político conhece bem o local. Claro que eu não tenho bolso nem para entrar pela porta, mas quem tem amigos rompe fronteiras e por intermédio de um deles entrei lá. Na base do “0800” .

Essa “boate” de luxo tinha as mulheres mais bonitas que um lugar só pode concentrar. Vi de panicat a uma capa da Sexy fazendo aquele stripper caprichado. Mas para um homem com dor de cotovelo e sofrendo nenhuma mulher pelada tinha graça.

A testosterona não saia do lugar e nem o extinto animal. Desprezei solenemente as mulheres. Dor de corno deprime um homem até nesses locais. Meu desprezo era tanto com as gostosas que no final elas estavam querendo me dar de graça para eu sair da fossa. Não rolou. A “coisa” não saia do lugar nem com reza.

Então o jeito foi ficar perambulando na “boate” de luxo. O local tinha varias portas e era um labirinto. E já desnorteado de tristeza fui ao banheiro. Na volta, eu estava perdido e não achava a porta de saída, ainda mais com um escuro apocalíptico daquele.

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Até que abri a porta errada e me deparei com uma cena que não se vê nem nos mais ousados filmes pornôs. Uma mulher com um cintaralho e empurrando na parte da traseira de um rapaz, que se deleitava em gemidos. Os sussurros demostravam que ele estava sentindo o maior prazer do mundo. O casal me viu abrindo a porta sem querer e não parou o ato. Só pediu para eu fechar a porta. Atendi o pedido e não parei de rir mais.

Não sabe o que é cintaralho procura no Google.

Poderia ser só uma cena constrangedora, mas o rapaz era ou é (?) um renomado senador da República que tem esse hábito estranho de ser viciado até em uma mulher com um cintaralho trabalhando na sua parte traseira.

Depois, discretamente, perguntei a moça se ele fazia isso com frequência. A donzela me confessou que ele paga R$ 1.500 por sessão.

No final o senador saiu pela porta da frente da boate como se nada tivesse acontecido.

Eu continuei pensando na desgraçada que até tempo desse atormentava a minha mente. Não comi ninguém é ainda presencie essa cena para lá de inusitada.

Uma dor de cotovelo pode fazer você cruzar fronteiras. E como o poder deixa esse povo doido.

Trecho do livro “Um Passarinho Me Contou”

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profjc65 junior

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk so fiquei assim pelo ” renomado” kkkkkkkkkkkkkkk tá dificl

alexandre
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Por um momento acreditei quem seria esse senador fresco

Odir Ribeiro

Odir Ribeiro é jornalista, blogueiro e multimídia que desde 2011 cobre os bastidores da política do DF.
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