Bastidores silenciosos, mas cheios de alerta
No meio político do Distrito Federal, os bastidores estão bem silenciosos, mas todo mundo já olha torto para a candidatura de José Roberto Arruda ao Palácio do Buriti em 2026. Hoje na política tem uma máxima que vale ouro: a Justiça está cada vez mais imprevisível. E a situação de Arruda é das mais arriscadas.
A condenação recente que acende o alerta
A condenação mantida pelo TJDFT no dia 20 de fevereiro (acórdão do Conselho da Magistratura negando agravo interno) liga um alerta vermelho. Arruda continua condenado por improbidade administrativa em processo da Operação Caixa de Pandora: suspensão dos direitos políticos por 12 anos, R$ 1 milhão de dano moral coletivo, mais de R$ 700 mil de multa civil e outros R$ 700 mil em reparação de danos (valores atualizados e solidários).
A turma entendeu que as provas são claras sobre o esquema de corrupção no governo dele, com propina de empresas de informática. Ele nega e alega provas ilícitas, mas o recurso para o STF foi barrado nessa via.
Pesquisas animam, mas instabilidade jurídica assusta
Números nas pesquisas até importam – Arruda aparece forte em segundo lugar em algumas sondagens –, mas ele pode escorrer pelas mãos rapidinho com essa instabilidade jurídica. Advogados divergem feio: uns defendem que a Lei Complementar 219/2025 (a “nova Ficha Limpa”, sancionada em setembro/2025) o salva, fixando prazo máximo de 12 anos a partir da primeira condenação colegiada (julho/2014), o que expiraria em julho/2026 – a tempo das eleições de outubro. Pela interpretação literal, ele estaria elegível hoje.
O outro lado: PGR, STF e risco de barrar tudo
Mas o outro lado é pesado: a PGR (Paulo Gonet) já se manifestou na ADI 7881 (relatoria da ministra Cármen Lúcia) pela suspensão desses trechos da lei, alegando inconstitucionalidade – viola moralidade administrativa (art. 37 da CF), anula efeitos de condenações posteriores transitadas em julgado e equipara quem tem uma condenação a quem tem cinco (como Arruda, com pelo menos cinco processos da Caixa de Pandora). O processo está concluso para a relatora há meses, sem liminar ainda (até 25/02/2026), mas o risco de suspensão é alto. Se sair, volta a regra antiga: inelegibilidade até 2032 ou mais.
Muita gente não entra de cabeça – e não é por política
Muita gente não entra de cabeça na campanha dele não é por questões políticas, mas sim pela instabilidade jurídica que pode jogar vários projetos por água abaixo.
Investir tempo, dinheiro e imagem em um nome que pode ser barrado no registro de candidatura (agosto/2026) ou até depois da eleição é risco alto demais. Aliados potenciais preferem esperar clareza do STF antes de se comprometer.
Será que ele chega até lá? A instabilidade jurídica ronda

Não adianta narrativa de desespero – são fatos reais
Não adianta a narrativa de que fulano e ciclano estão desesperados aqui nessas linhas só estamos fatos reais que qualquer pesquisada no Google tira as dúvidas.
Basta uma simples consulta no TSE (histórico de indeferimento em 2022), no TRE-DF ou no portal do STF para constatar que, sem decisão favorável na ADI 7881, as condenações colegiadas pesam forte. A nova lei está em vigor, mas questionada duramente – e o TSE decide no registro de candidatura (agosto/2026), podendo barrar com base em jurisprudência anterior.
Arruda x Gustavo Rocha: a guerra fria que esquenta os bastidores do DF
Resumo: Risco alto, Queda catastrófica
Resumindo: Arruda filiado ao PSD, aparecendo em pesquisas… mas com uma espada de Dâmocles jurídica pendurada. No DF, quem aposta nele agora sabe que pode ganhar muito ou perder tudo. A Justiça Eleitoral não perdoa instabilidade assim. Fica o alerta: 2026 pode ser o ano do retorno ou do adeus definitivo