Uma direita mais madura e estratégica
A direita brasileira atravessa hoje um momento de maior maturidade política, leitura de cenário e estratégia. Diferente de outros tempos, o movimento deixou de agir por impulso e passou a observar gestos, silêncios e posicionamentos com lupa.
O Palácio do Buriti no centro do tabuleiro
No Distrito Federal, os canhões já estão claramente apontados para o Palácio do Buriti. A sucessão virou prioridade absoluta, e cada movimento — ou ausência dele — entra na conta política.
O silêncio que falou alto
Nesse contexto, um gesto chamou atenção da cúpula da direita: o silêncio absoluto do ex-governador José Roberto Arruda diante da caminhada liderada por Nikolas Ferreira**.
Não houve apoio, presença ou sequer manifestação pública.
Nos bastidores, a leitura foi direta: Arruda optou pelo conhecido “estilo vaselina”, tentando não desagradar ninguém — e acabou desagradando o núcleo duro da direita.
A leitura da cúpula conservadora
Figuras centrais do campo conservador como Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, Bia Kicis e Damares Alves interpretaram o gesto como falta de alinhamento político e ausência de coragem em momentos simbólicos.
Afastamento silencioso, mas definitivo
O recado que circula nos bastidores já não é mais sussurro:
👉 a direita não pretende contar com José Roberto Arruda no projeto político futuro.
O afastamento tende a ser permanente — não por discurso, mas por postura.
Moral da história
Na política atual, especialmente dentro da direita, neutralidade não é vista como prudência — é vista como fraqueza.