Gim Argello acusa Arruda de traição e aliança entra em colapso

O clima na política do Distrito Federal não é para amadores. É Rivotril puro, e a mesa da churrascaria quase não aguentou o impacto.

O encontro que deveria alinhar Gim Argello (Avante), José Roberto Arruda (PSD), Luiz Pitiman e Paulo Octávio terminou em uma discussão pesada, com acusações, indignação e um forte tapa na mesa.

Nos bastidores, Gim Argello tem dito aos quatro cantos que foi traído por Arruda. Segundo seu relato, ele estava sossegado, sem intenção de retornar à política, mas aceitou entrar novamente no jogo após a insistência do próprio ex-governador.

Gim afirma que investiu tempo, dinheiro e articulação na construção da aliança. Em troca, queria indicar Jorge Argello como candidato a vice-governador na chapa de Arruda. Essa possibilidade já vinha sendo discutida publicamente dentro do acordo entre Avante e PSD.⁠

Durante a conversa, Gim teria reforçado que “palavra dada é palavra que não pode ser retirada”. A irritação foi tamanha que ele comparou o impacto do tapa na mesa a um golpe mais forte do que um murro de Mike Tyson.

A declaração mais pesada teria sido dirigida ao próprio Arruda:

“Esse governo do Arruda será o governo das empreiteiras.”

Pitiman também entrou no centro da discussão, com questionamentos relacionados ao seu histórico judicial.

A crise já estaria atingindo a nominata. Candidatos a deputado federal pelo Avante teriam avisado que não pretendem caminhar com Arruda e que poderão apoiar Leandro Grass.

A verdade nua e crua é que o rompimento já aconteceu nos bastidores. Gim teria até o dia 15 para oficializar o que muita gente já considera inevitável: a aliança implodiu entre acusações de traição, gritos e um tapa na mesa.

Quando o bastidor vira guerra aberta, o tabuleiro político do DF muda completamente.

A política do DF é muito doida!

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