Antes mesmo da discussão sobre eventual governo ganhar força, um ruído silencioso já vinha crescendo dentro do grupo ligado a José Roberto Arruda.
Aliados passaram a adotar estratégias paralelas, conversar com interlocutores distintos e sinalizar posicionamentos que nem sempre seguem a mesma linha.
Não é crise aberta.
Mas também não é harmonia absoluta.
Estratégias que não se conversam
Enquanto um núcleo defende reconstrução gradual e cautela pública, outro acelera articulações, testa apoios e mede força nos bastidores.
O desalinhamento não é necessariamente ruptura.
Pode ser disputa por protagonismo.
Mas gera percepção.
Disputa silenciosa
Em períodos pré-eleitorais, o entorno costuma se movimentar antes do protagonista. O problema começa quando os movimentos deixam de ser complementares e passam a competir.
E quando há competição interna, surgem desconfianças.
Euforia ou antecipação?
Parte do grupo vê os movimentos como estratégia natural de ocupação de espaço. Outra parte enxerga ansiedade excessiva.
Entre cautela e aceleração, o grupo vive duas velocidades.
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O que isso pode significar
Ainda é cedo para falar em crise. Mas a combinação de promessas antecipadas, movimentos paralelos e disputa por protagonismo pode gerar desgaste antes mesmo da largada oficial.
Em política, alinhamento interno costuma ser mais decisivo que discurso público.
E é justamente o alinhamento que está sendo observado com lupa nos corredores do DF.
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