Moradores denunciam restrição de acesso ao lago e relatam abandono em complexo na Vila Planalto

Moradores da região de flats localizada atrás do Bay Park, na Vila Planalto, estão revoltados com a nova administração ligada à rede Goldman.

Prints de conversas em grupos de moradores mostram uma sequência de reclamações envolvendo restrição de acesso ao lago, falta d’água constante, problemas de segurança e até denúncias de insalubridade nas áreas comuns do complexo.

O clima nos bastidores é de indignação.

Revolta após comunicado sobre acesso ao lago

A confusão começou após um comunicado divulgado pela administração do Bay Park Flats informar que o acesso às dependências e áreas comuns passaria a ser restrito exclusivamente a hóspedes devidamente registrados no hotel.

A decisão causou forte reação entre moradores dos flats vizinhos, que alegam utilizar o acesso ao lago há anos.

Nas mensagens compartilhadas nos grupos, moradores afirmam que foram impedidos de passar pela área do hotel para chegar ao lago Paranoá.

“Somente os hóspedes do hotel têm acesso ao lago, nós não teremos mais”, escreveu uma moradora.

Outro participante do grupo classificou a situação como “totalmente ilegal”.

Moradores afirmam que acesso alternativo não foi criado

Segundo relatos, a administração teria informado que não pretende criar uma passagem alternativa para os moradores da área.

Uma das mensagens afirma que o próprio responsável pelo hotel teria sugerido que os moradores procurassem os órgãos competentes para denunciar a situação.

“Ele disse que não pode fazer nada e que não irá fazer nenhuma passagem para ir ao lago”, relata uma moradora no grupo.

Há também reclamações de que o bloqueio não estaria relacionado às obras atualmente realizadas na área da piscina, mas sim a uma decisão definitiva da nova gestão.

Reclamações vão além do acesso ao lago

Os prints mostram que o problema não se resume apenas ao lago.

Moradores denunciam abandono estrutural, falta de manutenção, sujeira acumulada e insegurança dentro do complexo.

Em uma das mensagens, moradores citam “desleixo” e “insalubridade” nas dependências.

Também há relatos constantes de falta d’água e preocupação com a segurança no local.

Vídeos e imagens compartilhados nos grupos mostram áreas com entulho, vegetação abandonada e estruturas deterioradas.

Rumores sobre contrato milionário aumentam tensão

Nos bastidores, circula entre moradores a informação de que a rede Goldman teria arrendado o hotel por cerca de R$ 2 milhões por mês.

O valor, no entanto, não foi confirmado oficialmente.

Mesmo assim, moradores questionam como um empreendimento considerado “vazio” por frequentadores estaria operando com cifras tão altas enquanto, segundo eles, faltam melhorias básicas para quem vive na região.

“É muita grana envolvida e até agora nenhuma melhoria”, escreveu uma moradora.

Administração diz que medida é por segurança

No comunicado divulgado aos moradores, a administração afirma que as restrições seriam necessárias para garantir “segurança, organização e qualidade dos serviços prestados”.

O texto informa ainda que está avaliando possibilidades de integração harmoniosa com a comunidade e possíveis condições especiais de acesso.

Até o momento, porém, moradores afirmam que nenhuma solução prática foi apresentada.

Clima esquenta na Vila Planalto

A situação já mobiliza moradores que defendem denúncias aos órgãos competentes e cobram esclarecimentos sobre os limites das áreas administradas pelo hotel.

Uma das principais dúvidas levantadas pelos moradores é se áreas consideradas comuns do complexo podem ter o acesso restringido dessa forma.

Enquanto isso, o clima segue tenso na Vila Planalto, com moradores acusando a nova gestão de transformar uma área historicamente compartilhada em espaço privado restrito a hóspedes.

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