O Candidato Que Pagou a Conta — Mas Não Levou a Cadeira

O sonho custa caro

Dizem que política é investimento de risco.

Mas há quem leve isso ao pé da letra.

Nos bastidores do DF, um aspirante ao Palácio do Buriti decidiu que não entraria pequeno no jogo. Estruturou equipe, montou base, financiou articulações, patrocinou encontros discretos, jantares estratégicos e viagens “institucionais”.

Conta que a cifra ultrapassou os 30 milhões de reais.

Tudo em nome do projeto.

Ou do sonho.

O dirigente e o tapete puxado

Enquanto isso, no andar de cima do partido, um dirigente sorria.

Conversas, promessas, acenos.

A sinalização era positiva.

Até que, no momento decisivo, a cadeira já estava prometida a outro nome.

Sem aviso prévio.

Sem plano B.

Na política, o aperto de mão vale até a próxima reunião.

A taça de vinho

Dias depois, em uma mesa reservada, degustando uma garrafa que não era das baratas, o quase-candidato teria soltado a frase:

“Fui tão otário quanto o Vocaro.”

Silêncio constrangedor.

O vinho desceu seco.

A conta chegou

Ano eleitoral não perdoa: no DF, até spray de pimenta vira discurso de campanha

Em ano eleitoral, ninguém admite erro.

Mas quem paga 30 milhões para não sair candidato aprende rápido:

Na política, o dinheiro compra estrutura.

Mas não compra decisão final.

Moral da história

Aqui tem que ser charada mesmo.

Advogado anda caro.

Mas quem é meio político sabe da história de cor e salteado

Direita faz contas para dominar o Senado — e o DF entra no radar estratégico

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