O Passarinho Conta Que Estão Tirando O Pé de Anjo Para Bobo

Um Passarinho Me Contou

1 – Não subestime o Pé de Anjo

Engana-se quem trata Marcelinho Carioca como alguém que caiu de paraquedas na política. O ex-jogador não é bobo, conhece o jogo e já entendeu que, nesse campeonato, a bola nem sempre é redonda.

2 – Mentalidade de atleta

Marcelinho pode ter pendurado as chuteiras, mas não desligou o modo competição. Atleta pode parar de jogar, mas continua querendo vencer até disputa de par ou ímpar.

3 – Marcelinho está mordido

Nos bastidores, Marcelinho Carioca estaria bastante incomodado com as previsões de que teria apenas entre 5 mil e 10 mil votos. Pelo jeito, mexeram com o homem errado. Agora ele quer transformar desconfiança em combustível eleitoral.

4 – Conhecido ele já é

Marcelinho não enfrenta a primeira barreira de uma eleição: ser conhecido. Onde chega, é reconhecido. A pergunta não é se o eleitor sabe quem ele é, mas se o famoso Pé de Anjo conseguirá converter lembrança em voto.

5 –  Tem gente boa no time

Pelo que esta coluna observa, Marcelinho conta com dois ou três assessores muito bons e, principalmente, com os pés no chão. Em política, ter gente que não vende terreno na Lua já representa uma grande vantagem.

6 –  Cuidado com a zebra

Quem está tirando Marcelinho Carioca para pouca coisa dentro do Republicanos e da política do Distrito Federal pode estar calculando errado. Eleição adora derrubar previsões e transformar favoritos em comentaristas do resultado.

7 – Estrangeiro para quem?

É verdade que Marcelinho veio de fora de Brasília. Seus adversários certamente explorarão isso. Mas quem decide se esse rótulo importa é o eleitor. E o eleitor, quando entra na cabine, não pede autorização aos cientistas políticos.

8 – Arruda patina nos bastidores

José Roberto Arruda continua aparecendo bem nas pesquisas, mas, nos bastidores partidários, ainda não conseguiu montar a aliança que desejava. Uma coisa é pesquisa; outra é convencer dirigente partidário a entrar no barco sem perguntar sobre a previsão do tempo.

9 – A sombra jurídica

As dúvidas sobre a elegibilidade de Arruda continuam rondando as conversas políticas. Essa instabilidade deixa possíveis aliados com um pé na chapa e outro na calçada. Ninguém quer comprar passagem sem saber se o avião poderá decolar.

10 – A tentativa com o MDB

Arruda chegou a trabalhar pela aproximação com o MDB, inclusive com a possibilidade de o deputado distrital Hermeto ocupar a vice. Até agora, porém, a conversa não prosperou. O namoro político nem chegou à fase de escolher a aliança.

11 –  Convite ao Podemos

O Podemos também teria recebido convite para indicar o vice de Arruda. O nome desejado seria o do secretário-geral da legenda, Luiz França. Até o momento, nada foi fechado. Na política, convite para vice é igual convite para casamento: muita gente agradece, mas pede tempo para pensar.

12 – MDB segue com Celina

A tendência é que o MDB permaneça no projeto político de Celina Leão. Por enquanto, não há sinal de mudança de rota. Arruda pode ter feito o convite, mas o MDB aparentemente já escolheu a mesa onde pretende sentar.

13 – O projeto de Rafael Prudente

A dúvida envolvendo Rafael Prudente é se ele buscará o Senado ou disputará novamente uma vaga de deputado federal. A tendência, neste momento, é que tente a reeleição para a Câmara.

O projeto de Rafael seria alcançar perto de 300 mil votos, fortalecer o próprio nome e chegar grande em 2030. Com Ibaneis fora da disputa pelo GDF naquele ciclo, Rafael pode ocupar ainda mais espaço. Hoje, já está entre os políticos mais conhecidos do Distrito Federal.

14 – O perigo das chapas fortes

Republicanos, MDB, PL e a Federação União Progressista podem abocanhar boa parte das vagas para deputado distrital.

Enquanto isso, alguns partidos que hoje fazem contas como se já tivessem deputados eleitos podem terminar a eleição sem ninguém. Desorganização, nominatas desequilibradas e candidatos sem recursos podem produzir algumas surpresas desagradáveis.

Tem partido contando cadeira antes de contar voto.

15 – SOS Odir: o calote veio

Um certo pré-candidato deu um cano neste colunista que vos fala. Fez o combinado, deixou este passarinho contar com o recurso e, na hora de cumprir, desapareceu mais rápido do que promessa depois da eleição. Pagamos estúdio do nosso bolso

Resultado: este colunista ficou descapitalizado justamente no período de cobertura das convenções partidárias.

Quem quiser ajudar o jornalismo político independente e fortalecer a cobertura dos bastidores pode contribuir pelo Pix:

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Quanto ao responsável pelo calote, pode ficar tranquilo: o nome não será revelado agora. Mas o que é dele está muito bem guardado.

Passarinho perdoa. A coluna anota.

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