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1 – O Senado é o alvo principal

O Partido Liberal no DF já definiu onde quer concentrar energia em 2026: Senado. A avaliação interna é que as duas vagas em disputa representam a chance de consolidar protagonismo nacional na capital do país. A estratégia passa por ocupar espaço antes que outros campos organizem suas chapas. O foco não é dispersar força — é concentrar.

2 – Dupla de peso no radar

Nos bastidores, os nomes ventilados são de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis. Michelle tem forte apelo junto ao eleitorado conservador; Bia mantém base consolidada no DF. A leitura é clara: duas candidaturas competitivas podem reduzir a fragmentação do voto da direita e transformar a disputa numa ofensiva coordenada.

3 – Nacionalizar para dominar

O plano liberal passa por nacionalizar a eleição local. Ao trazer uma figura de projeção nacional para o centro da disputa, o partido amplia alcance e mobiliza militância orgânica. É estratégia de polarização calculada: transformar a eleição do DF em vitrine nacional. O risco é elevar a temperatura cedo demais e endurecer resistências.

4 – Apoio ao Buriti, sem candidato próprio

Ao que tudo indica, o PL não deve lançar nome próprio ao GDF. A tendência é apoiar Celina Leão ao Palácio do Buriti. Movimento pragmático: evita divisão no campo conservador e concentra energia onde acredita ter maior chance de vitória — o Senado. Política também é saber onde não entrar para não desperdiçar capital.

5 – Base, mas não satélite

Mesmo apoiando Celina, o partido trabalha para manter independência estratégica. Quer montar nominata própria forte para distrital e federal, controlar narrativa e preservar autonomia para eventual segundo turno. A leitura é cristalina: ser aliado, mas não dependente. Ser base, mas nunca satélite.

6 – Celina assume e muda o jogo

Com a saída de Ibaneis Rocha do cargo em março, Celina assumirá o GDF. Se o apoio liberal se consolidar nesse momento, a aliança nasce antes mesmo do calendário eleitoral. E quem governa, governa com a caneta. Isso altera o equilíbrio das forças e reorganiza o tabuleiro antes da largada oficial.

7 – Ibaneis no jogo do Senado

Ibaneis sabe que, para chegar ao Senado, precisará trabalhar muito. A equipe se animou com números internos, mas eleição majoritária não se ganha apenas com recall. Exige articulação, base ampliada e controle de desgaste. Enquanto o PL organiza ofensiva, mais um tabuleiro é montado nos bastidores.

8 – Disputa apertada no horizonte

As últimas pesquisas mostram que Ibaneis Rocha aparece à frente de Bia Kicis com margem confortável. Ainda assim, ninguém no meio político trata essa eleição como definida. Senado no DF costuma ser imprevisível, com voto cruzado e rearranjos de última hora. A disputa será acirrada e cada movimento agora pode definir quem chega com fôlego na reta final.

9 – A guerra pelo número 22

Nos bastidores das nominatas, já começou a corrida silenciosa pelo número 22 nas urnas. Quem pretende disputar vaga de deputado federal sabe que terminar o número com 22 pode virar ativo eleitoral, especialmente com o crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas nacionais. Número, em eleição, é marca. E marca que conecta com tendência presidencial costuma valer ouro.

10 – Direita Raiz Não É Estrutura

Ser identificado como “direita raiz” garante fidelidade de nicho, mas não garante capilaridade. Eleição majoritária exige base territorial, articulação com lideranças locais e construção silenciosa nas cidades. Discurso forte atrai militância; estrutura consolida voto. Sem máquina, sem grupo político e sem tempo de maturação, a candidatura vira ato simbólico — não projeto viável.

11 – O Partido Não é Escada Automática

Estar no Partido Novo pode reforçar identidade ideológica, mas não resolve o desafio da musculatura eleitoral no DF. O Novo é coerente no discurso, porém ainda limitado em densidade política local. Governador se elege com coalizão ampla, não apenas com convicção. Se a aposta for só na pureza ideológica, o teto pode aparecer rápido.

12 – O DF Não É Território de Aventura

Brasília vota com lupa institucional. Aqui, o eleitor observa currículo, estabilidade e capacidade administrativa. A capital é funcionalista, jurídica e sensível a discurso de ruptura institucional. Radicalizar pode animar rede social, mas também pode fechar portas em segmentos estratégicos do eleitorado.

13 – O Risco da Candidatura Testemunhal

Quando uma candidatura nasce mais da reação ao momento do que de planejamento acumulado, o risco é virar testemunhal. Faz barulho, mobiliza grupos, gera manchetes — mas não chega competitivo ao segundo turno. E eleição majoritária não perdoa erro de timing.

14 – Ego Não Substitui Cenário

Existe diferença entre entusiasmo de apoiadores e realidade eleitoral. Aliados empolgados costumam superdimensionar alcance. Política exige frieza, pesquisa consistente e leitura ampla do ambiente. Quando o projeto é guiado pelo eco da própria bolha, o cálculo pode sair caro.

15 – A Hora de Decidir

Se a intenção for realmente disputar o GDF, será preciso assumir que o jogo é pesado e exige construção imediata. Se for Senado, o discurso combativo encaixa melhor no perfil do cargo. Ficar oscilando entre projetos transmite dúvida estratégica. E, em política, dúvida raramente é sinal de força.

16 – O Nome que Apareceu

O nome do Delegado Pablo Aguiar surgiu em pesquisa espontânea para deputado federal realizada por um partido grande. Em política, espontânea é ouro. Se eu fosse dirigente partidário, tomava café todo dia com Pablo para convencê-lo a voltar ao jogo. Nome que aparece sem estar em campanha demonstra lembrança orgânica e potencial real.

17 – Garimpo Raro

Hoje são poucos os nomes verdadeiramente competitivos para deputado federal no DF. Convencer Pablo Aguiar pode significar garantir um nome de peso na nominata. O clima político é favorável, o cenário está aberto e ele resiste. Curiosamente, os quadros mais qualificados costumam ser os mais difíceis de convencer. São exatamente esses que merecem ser garimpados.

18 – O Fator Manzoni

Os números do deputado distrital Thiago Manzoni (PL) para deputado federal começaram a surpreender até os mais céticos. Em levantamentos internos, ele aparece acima do que muitos projetavam. Nos bastidores, já tem dirigente fazendo conta de quociente e sobra. Quando distrital começa a pontuar bem para federal, o alerta acende.

19 – A Base que Pode Empurrar

Há quem aposte que, com apoio integral e transferência de base de Bia Kicis, Manzoni pode virar puxador de votos na nominata do PL. Não seria apenas mais um candidato — seria peça estratégica para elevar o desempenho geral da legenda. Em eleição proporcional, quem puxa, manda.

20 – O Sinal de Brasília para São Paulo

Nos corredores partidários, a informação correu rápido: Valdemar Costa Neto teria gostado do cenário. E quando o presidente nacional observa e aprova, o sinal é verde para investimento político. Em partido grande, simpatia da cúpula não é detalhe — é combustível.

Pensamento do dia

Em política, quem sabe onde quer chegar escolhe bem as batalhas que vai travar. Disputar tudo pode parecer força. Concentrar energia costuma ser estratégia.

Michelle pode deixar o PL e o impacto direto no DF

 

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