O Passarinho Hoje está Bomba Pura e tacando gasolina na Política

Bastidores do Senado pegam fogo no DF: ataques, cálculos eleitorais e os devaneios perigosos deste colunista

Enquanto Michelle Bolsonaro dispara nas pesquisas, a briga real é pela segunda vaga ao Senado. Entre ataques políticos, movimentações silenciosas e frases ouvidas de perto pelo agente Querubim, os bastidores mostram que o jogo de 2026 já começou — e promete ser muito mais duro do que parece.

1 — Não é torcida organizada

Aqui não é questão de bater em ninguém ou defender lado A, B ou C. Política não é arquibancada de estádio. Aliás, esta coluna até se diverte quando dizem que estamos do lado B ou do lado C. Quem acompanha sabe que o papel aqui é observar o tabuleiro e contar o que acontece nos bastidores. Em Brasília, muitas vezes o que vale não é o discurso oficial, mas aquilo que é dito quando o microfone está desligado.

2 — Arruda fala na cara

Um adendo que precisa ser feito. Há uma característica de José Roberto Arruda que esta coluna sempre reconheceu: ele fala na cara. Pode concordar ou discordar do que ele diz, mas ele não manda recado por terceiro. Quando tem algo a dizer, diz diretamente. Num ambiente político cheio de indiretas, recados atravessados e fofocas de corredor, essa postura acaba sendo até rara.

3 — O jogo de Bia Kicis

A deputada federal Bia Kicis está fazendo exatamente o que a política ensina desde sempre: jogando para o próprio lado. Ao intensificar críticas ao governador Ibaneis Rocha, ela tenta enfraquecer um adversário direto na corrida pelo Senado. Isso faz parte da lógica da disputa majoritária. Quem quer uma vaga precisa reduzir o espaço de quem concorre com ela.

4 — A eleição já começou

Quem pensa que a eleição de 2026 ainda está longe está olhando apenas para o calendário oficial. Nos bastidores de Brasília, a corrida já começou faz tempo. Conversas reservadas, pesquisas internas e articulações partidárias já estão acontecendo. Política é antecipação. Quem espera o período eleitoral para começar a se mexer geralmente descobre que o jogo já está em andamento.

5 — Michelle muito à frente

Hoje, pelas pesquisas que circulam nos bastidores, existe uma liderança clara no cenário. Michelle Bolsonaro aparece extremamente forte e em alguns levantamentos chega perto dos 48% das intenções de voto. Isso muda completamente o tabuleiro eleitoral. Quando um nome larga muito à frente, a disputa passa a girar em torno da segunda vaga.

6 — A briga pela segunda vaga

Com Michelle dominando a dianteira, a verdadeira batalha política se concentra na segunda vaga ao Senado. É ali que os nomes começam a se posicionar. E quando a disputa é apertada, qualquer movimento estratégico pode alterar o cenário rapidamente. Bastidores e alianças passam a valer tanto quanto discurso público.

7 — Os nomes na mesa

Hoje aparecem no radar dessa disputa alguns nomes bastante conhecidos do eleitorado do Distrito Federal. Entre eles estão o governador Ibaneis Rocha, a senadora Leila do Vôlei e a deputada federal Bia Kicis. Cada um deles ocupa um campo político específico. Essa mistura de forças torna a corrida eleitoral imprevisível.

8 — O nome pouco falado

Existe também um nome que pouca gente menciona publicamente, mas que aparece em conversas reservadas. Trata-se do Desembargador Sebastião Coelho. Embora não esteja sempre no centro do debate, ele aparece em levantamentos internos com números interessantes. Em política, muitas vezes o candidato silencioso cresce sem chamar muita atenção.

9 — Dois dígitos silenciosos

Em algumas pesquisas que circulam no meio político, Sebastião Salgado já aparece na casa dos dois dígitos. Para quem acompanha eleição de perto, esse número não é pequeno. Significa que existe uma base eleitoral consolidada. E candidaturas assim podem crescer rapidamente quando entram de vez na disputa.

10 — O alvo preferencial

Dentro desse cenário, o cálculo político de Bia Kicis parece bastante evidente. Se o objetivo é conquistar a segunda vaga ao Senado, enfraquecer Ibaneis Rocha pode abrir espaço. Ele é um nome competitivo e conhecido do eleitorado. Portanto, reduzir sua força faz parte do jogo político.

11 — Ataques devem aumentar

Quem acompanha eleições sabe como essa dinâmica funciona. Quando a campanha começa a esquentar, os ataques aumentam. Isso acontece em praticamente todas as disputas majoritárias. Os próximos meses devem trazer embates ainda mais duros entre os possíveis candidatos.

12 — Não é sobre buraco na rua

A coluna arrisca dizer algo que talvez incomode alguns leitores. Essa disputa não gira exatamente em torno de buracos nas ruas ou problemas da saúde pública. Esses temas aparecem no discurso, mas nos bastidores o debate é outro. O que está em jogo agora é estratégia eleitoral.

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13 — O cálculo político

O que se vê neste momento é matemática política pura. Cada ator do cenário tenta calcular qual caminho oferece mais chance de vitória. Muitas vezes o objetivo é diminuir o espaço de quem disputa o mesmo eleitorado. Esse tipo de movimento é comum quando duas candidaturas brigam pelo mesmo campo político.

14 — A cabeça deste colunista

Algumas ideias que aparecem nesta coluna são apenas conjecturas da cabeça deste colunista. Não são informações confirmadas. São exercícios de estratégia política. Mas é curioso observar que muitas dessas “loucuras” que surgiram primeiro aqui acabaram acontecendo na vida real. Parece que este colunista não tem o poder da evidência, mas talvez tenha o dom do vislumbre.

15 — Loucura estratégica

Por exemplo, este colunista costuma imaginar cenários pouco prováveis. Às vezes parecem devaneios. Mas política gosta de surpresas. Movimentos inesperados já mudaram várias eleições no Distrito Federal. E, para desconforto de alguns, muita coisa que nasceu como hipótese nesta coluna depois apareceu andando sozinha pelos corredores do poder.

16 — A jogada inesperada

Imaginemos então um cenário completamente fora do roteiro. Em vez de disputar o Senado, Ibaneis Rocha decide vir candidato a deputado federal. Com o nível de conhecimento que possui no DF, ele poderia fazer uma votação gigantesca. Não seria demonstração de fraqueza. Seria estratégia pura, daquelas que bagunçam o tabuleiro e obrigam os adversários a recalcular tudo.

17 — O efeito puxador

Uma votação próxima de 300 mil votos não seria impossível para um governador conhecido em todo o DF. Um número desse tamanho transformaria Ibaneis em um enorme puxador de votos. Na prática, poderia ajudar a eleger vários nomes da mesma nominata. E mais: uma jogada assim teria gosto de provocação política para quem hoje trabalha para tirá-lo do caminho da disputa ao Senado.

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18 — O sonho do MDB

Se nessa equação entrar também Rafael Prudente, que deve vir forte para deputado federal, o MDB poderia sonhar alto. Com dois puxadores de votos, a legenda teria fôlego para pensar grande. Não seria absurdo falar em três ou até quatro deputados federais eleitos. E aqui vai mais um devaneio deste colunista: se eu fosse Ibaneis, ainda arrancava Joaquim Roriz Neto, Roosevelt Vilela e Graciel Maia do PL para reforçar a nominata do MDB.

19 — O recado ouvido de perto

Nos bastidores, outra informação chamou atenção. Nosso agente Querubim ouviu da própria boca da vice-governadora Celina Leão uma frase direta: “Quero trazer o Lucas do PRD para a base e não vou medir esforços para que ele esteja ao meu lado.” Repito, o agente Querubim estava bem perto quando ouviu isso. E quem conhece política sabe que frases assim raramente são ditas sem intenção. Pegaram o código?

20 — O cabra safado e o lado B

Para fechar, esta coluna manda um recado para um cabra sem vergonha que anda grudado em um político que disputa cargo majoritário. O sujeito vive mandando mensagem temporária para esta coluna com bastidores. Só que aqui temos tradição: entregar fonte nem pensar. O problema é que o cabra anda fazendo jogo duplo. Cabra safado. E isso combina bem com o velho lado B da política — aquele dos vídeos de WhatsApp, das correntes subterrâneas e dos ataques que não passam na TV, mas fazem estrago de verdade.

Pensamento do dia

Na política, nem sempre quem tem evidência tem visão. Às vezes, quem apenas observa o tabuleiro consegue enxergar movimentos que ainda não aconteceram. Não é poder de previsão. É apenas o velho hábito de prestar atenção quando os outros estão distraídos.

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