A Crise Que Mexeu com 2026 no DF — E Quase Ninguém Percebeu
Da farda ao tucano, os bastidores que já estão reorganizando o tabuleiro do poder no Distrito Federal
1 – Termômetro do Buriti
O Palácio do Buriti monitorou cada reação ao embate entre policiais militares e o deputado Fábio Félix.
Relatórios internos apontaram maioria da opinião inclinada à PM.
A percepção superou a versão técnica.
Em política, sentimento coletivo vira ativo.
E ativo bem usado vira estratégia.
2 – Blindagem à corporação
A avaliação jurídica sustentou a atuação dos policiais.
Nos bastidores, a ordem foi evitar desgaste interno.
Nenhuma retaliação entrou no radar.
Tropa desmotivada não combina com ano pré-eleitoral.
Preservar a base institucional é cálculo.
3 – O recado fora da bolha
O confronto direto com a polícia não ecoou bem no eleitor moderado.
A mobilização ideológica funcionou no nicho.
Mas política distrital exige mais que aplauso de base.
O centro observa em silêncio.
E o silêncio também vota.
4 – Plateia consolidada
Fábio Félix reforçou identidade com seu eleitorado tradicional.
Saiu fortalecido entre os seus.
Coerência ideológica fideliza.
Mas ampliação exige pontes.
E pontes são construídas fora da zona de conforto.
5 – Influência digital ocupando espaço
Influenciadores entraram rapidamente no debate.
Defenderam a PM com ênfase e convicção.
Enquanto parte da classe política preferiu cautela.
No vácuo, a narrativa ganhou forma própria.
Quem fala primeiro costuma marcar posição.
6 – Percepção sobre pesos e medidas
Nos corredores, circulou a tese de tratamento desigual.
Se os personagens fossem outros, o tom mudaria?
Verdade ou não, a dúvida já foi plantada.
Percepção molda confiança pública.
E confiança é moeda eleitoral.
7 – A causa que virou tendência
Daniel Donizet apostou cedo na pauta animal.
Quando poucos enxergavam retorno político.
Hoje a bandeira se multiplicou.
Novos rostos disputam o mesmo espaço.
Originalidade tem memória.
8 – Abraços calculados
Cães e gatos ganharam protagonismo nas redes políticas.
A causa é legítima e necessária.
Mas o timing chama atenção.
O eleitor percebe coerência histórica.
E também percebe oportunismo.
9 – O gesto que caiu bem
Ibaneis Rocha foi às redes defender os policiais.
Sem titubear e sem rodeios.
A corporação registrou o gesto.
A base conservadora também.
Timing é ativo político.
10 – Contabilidade de 2026
Cada episódio recente já entra na planilha eleitoral.
Rejeição, engajamento e narrativa são mensurados.
O centro político calcula risco e oportunidade.
Alianças começam nesses detalhes.
Nada é apenas episódio isolado.
11 – Grupo não é blindagem
Este colunista acionou a Justiça contra difamação digital.
WhatsApp não é território sem consequência.
Valentia virtual diminui diante do oficial.
Bastidor também é jurídico.
Narrativa tem limite legal.
12 – Crise como ensaio geral
O episódio serviu de teste de mobilização.
Quem reagiu rápido consolidou discurso.
Quem hesitou perdeu espaço.
Política é reflexo imediato.
E demora custa caro.
13 – Filiação com ruído
A ida de Paula Belmonte ao PSDB dividiu opiniões nas redes.
Comentários revelaram resistência em parte da direita.
Principalmente entre eleitores mais ideológicos.
Rede social não define eleição.
Mas antecipa clima.
14 – O obstáculo tucano
O PSDB carrega rótulos difíceis de desconstruir.
Adversários repetem o apelido “petistas de pulôver”.
A narrativa circula com facilidade.
Para quem mira o Buriti, isso pesa.
Reposicionamento exigirá estratégia milimétrica.
15 – Jantar sem selfie
Uma reunião recente ocorreu longe das câmeras.
Sem stories, sem registro, sem legenda.
Participantes negam articulação formal.
Mas política não se reúne por acaso.
Silêncio excessivo costuma esconder movimento
16 – Piada que virou alerta
Um distrital brincou que há mais pré-candidato que voto firme.
A mesa riu.
Ninguém discordou.
Ambição sobra no DF.
Matemática é que decide.
17 – Causo da empolgação
Um aspirante saiu prometendo cargos antes do tempo.
Falou em equipe e estrutura.
Esqueceu apenas do eleitor.
Ansiedade é inimiga da estratégia.
Política exige freio.
18 – Pequeno no tamanho, grande no peso
Um partido médio virou alvo de sondagens insistentes.
Tempo de TV e fundo eleitoral atraem olhares.
A legenda virou peça-chave silenciosa.
Quem subestima erra.
Às vezes o fiel da balança é discreto.
19 – Promessa em duplicidade
Há quem negocie apoio em duas frentes distintas.
Garantias verbais foram dadas.
O problema é que Brasília é compacta.
Informação circula rápido.
Promessa repetida tem prazo curto.
20 – Silêncio que antecede movimento
Alguns nomes reduziram exposição pública.
Nada de lives inflamadas.
Nada de ataques estratégicos.
É pausa calculada.
Quando o barulho some, algo está sendo preparado.
Pensamento do Dia:
Em política, quem entende o bastidor controla o palco antes da cortina abrir.