Quando o Passarinho Canta, o Bastidor Ferve
1 – Guerra fria que esquenta
A guerra fria entre José Roberto Arruda e Gustavo Rocha deixou de ser fria faz tempo. Nos bastidores, perguntaram a Gustavo sobre as críticas e provocações de Arruda. A resposta foi curta, afiada e cirúrgica: “Pelo menos eu estou elegível.” Em Brasília, frase curta costuma doer mais do que discurso longo.
2 – Treta com veneno
A fala de Gustavo foi lida como recado direto, sem precisar subir o tom. Não teve grito, não teve coletiva, mas teve efeito. Bastidor funciona assim: quem sabe usar a palavra certa no momento certo, vence rodada sem gastar munição.
3 – O bafão da Arena BRB
Rapaz, o clima ficou pesado na Arena BRB Mané Garrincha. A entrada de Arruda no gramado virou assunto imediato entre dirigentes, políticos e assessores. Em poucos minutos, o evento esportivo virou palco de fofoca política de alto nível.
4 – Telefone fervendo
Foi ligação para tudo quanto é lado. Organizador ligando para dirigente, dirigente ligando para político, político ligando para assessor. Todo mundo querendo saber quem tinha autorizado a entrada do ex-governador no campo. E, curiosamente, ninguém assumiu a autoria do convite.
5 – Corinthians lavou as mãos
A confusão chegou ao ponto de acionarem o presidente do Corinthians. Segundo o Metrópoles, a resposta foi objetiva: não convidei. Traduzindo: se teve convite, não saiu do Parque São Jorge.
6 – CBF também entrou na roda
A Confederação Brasileira de Futebol também foi consultada. A pergunta se repetiu: quem autorizou? Até agora, silêncio institucional e empurra-empurra clássico de bastidor.
7 – Blogueirinho em campo
Enquanto o bastidor fervia, Arruda fez o que sabe: circulou, apareceu, gravou vídeos e deu aquela volta estratégica para dar a cara à plateia. Não saiu discretamente. Saiu chamando atenção — porque, convenhamos, discrição nunca foi o seu estilo.
8 – Versão santa x apuração terrena
Este colunista procurou Arruda, como manda o figurino do bom jornalismo. A resposta veio atravessada: disse que a coluna mentia, que eu tinha acabado de sair da igreja e que precisava de confissão. Espiritual demais para um caso tão terreno. A apuração, porém, foi feita, refeita e sustentada.
9 – Duas versões, um fato
Arruda garante que não houve problema algum. Fontes próximas à organização afirmam que ele foi gentilmente convidado a deixar o campo. Duas versões convivendo no mesmo episódio. Eu sigo com a apuração que fiz. O tempo se encarrega do resto.
10 – Elegível ou empurrando com a barriga?
A pergunta que ninguém consegue responder com certeza: Arruda está elegível, inelegível ou vai empurrar essa definição até o último minuto? Aqui não tem torcida nem palpite. Quem responde isso não é bastidor — são os tribunais.
11 – Não foi palácio, foi olho no lance
Muita gente jurou que a informação veio do Palácio. Erraram. O detalhe que poucos lembram: o Agente Querubim estava lá, à beira do campo, acompanhando tudo de perto. Viu entrada, viu movimentação, viu pedido para sair e viu a volta estratégica. O resto é narrativa.
12 – Cidadania se reorganiza
Sem federação com o PSDB, o Cidadania começou a se mexer no DF. Conversas avançadas indicam aproximação com a base do Ibaneis Rocha e da Celina Leão. Sobrevivência política também é estratégia.
13 – Jorge Vianna volta ao radar
Para puxar a nominata distrital, o nome mais comentado é Jorge Vianna, que em 2022 fez 30.640 votos (1,83%). Número que não elege sozinho, mas que ninguém despreza em chapa proporcional.
14 – Chapa curiosa à vista
Se o Cidadania fechar com o governo, pode surgir uma nominata curiosa: Jorge Vianna ao lado de Cláudio Abrantes, que fez 20.254 votos (1,21%) em 2022. A dúvida é quem puxa e quem segue — e isso costuma gerar briga silenciosa.
15 – PSD sem time e sem banco
O PSD hoje vive situação delicada no DF. Não tem nominata estruturada. O nome mais votado filiado é André Kubitschek, filho de Paulo Otávio. Para quem sonha alto, falta elenco.
16 – Plano B circulando
Nos bastidores, corre um plano alternativo bem interessante: Izalci Lucas poderia migrar para o PSD e compor como vice de Arruda. Caso Arruda fique impedido, Izalci assumiria o protagonismo. Política também é xadrez.
17 – Manzoni cresce no PL
No Partido Liberal, Thiago Manzoni é visto como aposta real para deputado federal. Discreto, organizado e sem criar confusão — o que, por si só, já vira diferencial.
18 – Luxemburgo, o homenageado
O professor Vanderlei Luxemburgo joga em outro campo. Além de ser pré-candidato ao Senado pelo Tocantins, ele recebeu recentemente o título de Cidadão Honorário, reconhecimento que reforça seu capital simbólico. Nome grande, palanque grande — mas em outro estado.
19 – Coração Valente é DF
Já Washington Coração Valente é outro jogo. O ex-jogador articula candidatura aqui em Brasília, conversa com partidos e observa o melhor momento para entrar. No futebol era raça; na política, vai precisar de voto.
20 – A loura cobiçada segue disputada
Nos bastidores, Paulo Fernando continua sendo chamado de “a loura cobiçada”. Todo mundo chama para conversar, todo mundo flerta, mas compromisso fechado mesmo ainda não apareceu.
21 – Bastidor virou spoiler
No DF, bastidor virou spoiler de reality show político. Quem fala vira meme, quem nega vira boato. E o Passarinho avisa: essa novela ainda está só no primeiro capítulo.
Pensamento do dia:
Na política, quem grita muito costuma esconder o silêncio das urnas.
Quem anda quieto demais, normalmente já sabe onde pisa.