Um Passarinho Me Contou
1 – Contagem de aliados
A vice-governadora Celina Leão e o governador Ibaneis Rocha sabem que 2026 já começou. Não é mais tempo de fotografia institucional. Agora é hora de medir lealdade política. Quem está no projeto e quem está apenas orbitando? Tem aliado circunstancial se vendendo como permanente.
E o governo começou a contar dedos.
2 – Cobertor curto
Deputados distritais sem partido perceberam que a janela não será confortável. As legendas governistas já têm cabeças de nominata definidas. Não há espaço para todo mundo. Quem chegar agora precisa aceitar seu tamanho.
Partido grande não é abrigo improvisado.
É território já dividido.
3 – Prova de fidelidade
Uma reunião com a base está no radar. A pergunta será direta: quem fecha com o Buriti? Convivência não é sinônimo de alinhamento. Há quem vote junto e quem só apareça na foto. O governo quer clareza.
E quer agora.
4 – O movimento de João
A ida de João Cardoso ao Partido Liberal não é simples assinatura. O governador quer ser consultado antes. Em nominata forte, cada nome altera a matemática. Não é apenas entrar no partido. É saber onde senta na mesa.
E isso muda tudo.
5 – União no radar
Nos bastidores, a preferência seria ver João no União Brasil. Ali a nominata é considerada pesada. Tubarão grande exige cálculo fino. O encaixe é estratégico. Não é decisão emocional.
É engenharia eleitoral.
6 – Território ocupado
PL, MDB, Republicanos e União já organizaram seus puxadores. O espaço interno é limitado. Qualquer novo nome gera tensão. Disputa interna enfraquece legenda. Legenda rachada não bate quociente.
E ninguém quer carregar prejuízo.
7 – Conversa obrigatória
Antes da ficha, João precisa conversar com Ibaneis. Política é xadrez, não impulso. Peça mal movida compromete o tabuleiro. Cada decisão impacta 2026. Nada é isolado.
Tudo é cálculo.
8 – Ataque sem efeito
Pesquisas internas indicam que os últimos bombardeios não surtiram o efeito esperado. O desgaste foi mínimo. Isso animou o núcleo governista. Narrativa não virou voto. A base mostrou resiliência.
E isso muda o humor do jogo.
9 – Matemática da sobra
Nominata não é grupo de amigos. Sem puxador não há sobra. Sem sobra não há segunda vaga. Tem candidato esquecendo a planilha. Eleição é matemática fria.
E não aceita improviso.
10 – Falta categoria de base
A renovação política não formou lideranças robustas. São poucos os nomes competitivos. A disputa segue concentrada. Falta musculatura eleitoral nova. Falta voto estruturado.
E isso pesa nas contas.
11 – Democratas 35 abre a porta
O ex-deputado federal Luis Miranda, hoje no Democratas 35, tem falado claramente. “Quem vier para o 35 vai ter estrutura.” Vai ter recurso e liberdade para trabalhar.” “Aqui ninguém entra para ser figurante.”O discurso é direto.
O convite está feito.
12 – Jaqueline fica no MDB
O governador não quer ver Jaqueline Silva fora do MDB. Ele não quer mais parlamentar da base sem filiação definida. Instabilidade gera ruído político. Ruído afeta projeto coletivo. Em pré-eleição isso pesa.
E muito.
13 – Base será reunida
A reunião da base governista deve acontecer em breve. Alinhamento será cobrado. O momento exige clareza de posição. Não haverá espaço para ambiguidade. Ou está no projeto.
Ou está em voo solo.
14 – Política à mesa
Um deputado comentou que está ansioso pelo tambaqui com batatas do governador. A frase foi leve, mas simbólica. Na política, mesa resolve mais que microfone. Conversa informal antecipa decisão formal. Quem senta junto sinaliza permanência.
Quem evita mesa sinaliza distanciamento.
15 – Não subestime a máquina
Decretar o fim de um governo antes da hora é erro clássico. A máquina pública tem múltiplas engrenagens. Há vertentes invisíveis ao público. Muito se move longe dos holofotes. Quem subestima costuma aprender tarde.
E aprende perdendo.
16 – Convicção de Izalci
O senador Izalci Lucas não trabalha com hipótese. Ele tem certeza de que o PL o lançará ao GDF. Não é dúvida. É convicção. Se confirmar, haverá rompimento.
E o tabuleiro muda.
17 – Abrigo alternativo
Partidos como Cidadania, Agir e PRTB viram opção. Especialmente para quem não cabe nos tubarões. São legendas menores, mas estratégicas. Ali o jogo é diferente. Menos estrelismo.
Mais sobrevivência.
18 – Nomes no cálculo
Figuras como Jorge Vianna e Cláudio Abrantes entram nessa matemática. Hoje o desafio é fechar nominata competitiva. Não basta ter puxador. É preciso ter time completo. Sem time não há sobra.
Sem sobra não há mandato.
19 – Café e planilha
Há partido que ainda não fechou nominata. Falta candidato competitivo. Falta voto estruturado. Nos bastidores o clima é de tensão. Muito café circulando.
E muita conta sendo refeita.
20 – Quem errar dança
Escolher legenda errada pode custar mandato.
A eleição começa na montagem do grupo.
A engenharia já está em andamento.
Peça mal posicionada vira espectadora.
E ninguém quer assistir de fora.
2026 está mais perto do que parece.
Pensamento do diaNa política, quem se apaixona por discurso esquece a planilha.
E quem esquece a planilha descobre, na apuração, que narrativa não substitui voto.