Um mistério ronda os bastidores da política do Distrito Federal — e ele atende por um apelido que corre baixo, quase sussurrado, entre gabinetes e lideranças: o Xerifão silencioso. Trata-se do atual secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, um daqueles personagens que agem sem grandes alardes, mas que fazem a diferença quando o cenário aperta.
O Xerifão que age no silêncio
Enquanto muitos apostavam no barulho, Sandro Avelar escolheu o caminho oposto. Perfil discreto, fala contida e decisões firmes. Foi assim que, quando Brasília mais precisou, ele “segurou a onda” e virou um verdadeiro escudo institucional.
Nos momentos de maior tensão, em que certos atores políticos flertavam com o caos — o famoso “pisca-pisca” que queria ver a cidade pegar fogo para crescer politicamente —, o Xerifão silencioso entrou em cena. Sem entrevistas espalhafatosas e longe de bravatas, conseguiu minar movimentos oportunistas e manter a capital sob controle.
Currículo de quem resolve, não de quem aparece
O apelido não surgiu à toa. Delegado de carreira da Polícia Federal, Sandro Avelar construiu sua trajetória com base em investigação, inteligência e gestão pública. Ao longo dos anos, ocupou funções estratégicas na área de segurança, sempre com foco técnico e respeito institucional.
À frente da Secretaria de Segurança Pública do DF, fortaleceu a integração entre as forças, ampliou o uso da inteligência policial e ajudou a construir respostas firmes em momentos sensíveis. É o tipo de gestor que prefere entregar resultados a colecionar manchetes.
PSDB hoje, desejo de muitos amanhã

O motivo é claro: o Xerifão silencioso reúne atributos raros — credibilidade, baixa rejeição, imagem de equilíbrio e um currículo que atravessa diferentes campos ideológicos sem desgaste.
Silêncio que incomoda — e fortalece
Sandro Avelar não confirma planos eleitorais, não ensaia discursos e não ocupa redes sociais. Mas, paradoxalmente, quanto mais ele se mantém em silêncio, mais seu nome cresce nos bastidores.
Na política, há quem faça barulho para aparecer. E há quem resolva no silêncio. Se depender dos bastidores de Brasília, o Xerifão silencioso já está no radar — e, quando esses nomes entram no jogo, dificilmente passam despercebidos.