Legião Estrangeira? No fim, quem decide é o eleitor
Durante muito tempo, utilizei a expressão “legião estrangeira” para me referir a figuras políticas que disputavam eleições no Distrito Federal sem terem construído sua trajetória política dentro da capital.
Na época, a expressão foi usada para comentar nomes como Damares Alves, Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, que chegaram ao cenário político do DF após consolidarem projeção nacional ou em outras regiões do país.
Agora, três nomes voltam a alimentar esse debate.
Marcelinho Carioca e a aposta do Republicanos
O ex-jogador Marcelinho Carioca surge como pré-candidato a deputado distrital pelo Republicanos.
Recentemente, um vídeo em que ele falava sobre a expectativa de alcançar uma votação expressiva repercutiu nos bastidores políticos do Distrito Federal e gerou discussões sobre o potencial eleitoral de sua candidatura.
Embora não tenha construído sua trajetória política no DF, Marcelinho desenvolve projetos sociais na capital e aposta na popularidade conquistada ao longo da carreira esportiva.
Washington Coração Valente conhece o jogo político
Outro nome que entra nessa discussão é Washington Coração Valente.
Nascido em Brasília, ele tem uma ligação afetiva com a cidade, mas sua militância política ocorreu principalmente fora do Distrito Federal.
Washington já foi vereador em Duque de Caxias e chegou a exercer mandato como deputado federal. Ou seja, apesar de ser mais conhecido pelo futebol, está longe de ser um estreante quando o assunto é política.
Agora, tenta transformar essa experiência em capital eleitoral para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados representando o DF.
Ricardo Capelli mira o Palácio do Buriti
O terceiro nome é Ricardo Capelli, pré-candidato ao Governo do Distrito Federal pelo PSB.
Capelli ganhou projeção nacional durante sua atuação como interventor federal na segurança pública do DF após os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023.
Desde então, tornou-se figura frequente nos debates políticos locais e aparece como um dos nomes que pretendem disputar o Palácio do Buriti em 2026.
Democracia é decisão do eleitor
Independentemente das opiniões favoráveis ou contrárias a qualquer um desses nomes, existe um fato que não muda.
A decisão não pertence aos analistas, aos jornalistas, aos influenciadores ou aos adversários políticos.
Pertence ao eleitor.
Se o cidadão do Distrito Federal entender que Marcelinho Carioca deve representá-lo na Câmara Legislativa, essa será uma decisão legítima das urnas.
Se considerar Washington Coração Valente o melhor nome para a Câmara dos Deputados, a escolha também será soberana.
Da mesma forma, se os eleitores decidirem que Ricardo Capelli deve governar Brasília, caberá às urnas confirmar essa vontade.
Gostando ou não dos candidatos, esse continua sendo o princípio básico da democracia: quem escolhe os representantes é o eleitor.
A pergunta que fica
Os três nomes têm chances reais de conquistar espaço nas urnas do Distrito Federal?
A resposta, como sempre, será dada pelo eleitor.