A nova rodada do Paraná Pesquisas, realizada entre 22 e 25 de fevereiro com 2.080 entrevistados, desenha um retrato claro do atual cenário presidencial: o Brasil segue regionalizado e com dinâmicas muito diferentes conforme o mapa.
Os números mostram liderança consolidada de Lula no Nordeste, disputa apertada no Sudeste e vantagem de Flávio Bolsonaro no Sul e no eixo Norte/Centro-Oeste.
O país está longe de uma definição simples.
Nordeste: reduto consolidado de Lula
No Nordeste, Lula mantém ampla vantagem:
- Lula (PT): 55,5%
- Flávio (PL): 27,6%
- Ratinho (PSD): 3,7%
A diferença superior a 25 pontos confirma a região como principal base eleitoral do petista. Historicamente decisivo, o Nordeste segue sendo o pilar mais sólido da candidatura.
Sudeste: o coração da disputa
O Sudeste aparece como a região mais equilibrada do país:
- Flávio (PL): 37,2%
- Lula (PT): 36,0%
- Zema (NOVO): 5,6%
A diferença de pouco mais de um ponto coloca os dois principais nomes em empate técnico. Considerando o peso eleitoral da região, o desempenho aqui pode definir o rumo da eleição.
É no Sudeste que o eleitor de centro tende a ter maior influência.
Sul: liderança de Flávio, mas com terceira via forte
No Sul, Flávio lidera, mas o cenário não é simples:
- Flávio (PL): 35,5%
- Lula (PT): 25,6%
- Ratinho (PSD): 23,9%
Ratinho aparece competitivo e pode influenciar diretamente a dinâmica regional, especialmente se o quadro evoluir para uma polarização mais intensa.
Norte e Centro-Oeste: vantagem mais confortável
Na região Norte/Centro-Oeste, Flávio apresenta sua maior vantagem proporcional:
- Flávio (PL): 43,3%
- Lula (PT): 34,5%
- Ratinho (PSD): 5,5%
Aqui, a diferença ultrapassa os 8 pontos, consolidando a região como território estratégico para o PL.
Um país dividido por blocos regionais
Os números revelam um Brasil claramente segmentado:
- Nordeste fortemente alinhado a Lula
- Sul e Norte/Centro-Oeste favorecendo Flávio
- Sudeste em disputa direta
A eleição, neste momento, não parece caminhar para definição rápida. O centro do país e o eleitor indeciso nas regiões mais populosas tendem a ser determinantes.
O tabuleiro está montado. A pergunta agora é: quem conseguirá ampliar suas bases fora dos redutos tradicionais?
Fonte: Paraná Pesquisas (22 a 25/02) – 2.080 entrevistas.