No Paranoá e no Itapoã, cerca de 200 mil famílias não possuem registros de suas casas, não têm “habite-se” e o comércio passa pelo mesmo dilema de não poder se desenvolver para gerar renda e emprego para a população.

Até os equipamentos públicos do governo como prédios de hospitais, escolas, delegacias de polícia e outros não possuem alvará de construção. Ilegalidade é antiga.

As referidas cidades estão em cima de uma gleba de terra particular de 1.371 hectares, pertencente ao espólio de Sebastião de Sousa e Silva, com registro feito na transcrição n° 1.855, do Livro nº 3 de janeiro de 1.924, na Comarca de Luziânia, GO.

Em 1975, o registro foi transferido para o Cartório do 2º Ofício de Registro de Imóveis do DF, onde está matriculado sob n° 12.980.

Durante o governo Rollemberg, a Terracap que se dizia dona da área, no entanto não conseguiu provar dentro de um processo judicial transitado em julgado no TRF 1ª. Região.

Leia Também:  Gama: reforma da Rodoviária vai sair do papel

O Conselho Especial do Superior Tribunal de Justiça determinou o bloqueio da matrícula impedindo a regularização fundiária da área sem antes um acordo com os legítimos proprietários.

Conhecedor profundo do imbróglio, que impede a outorga de escrituras, Ibaneis Rocha prometeu durante a campanha eleitoral resolver o impasse.

Sexta-feira (20), durante uma entrevista coletiva no Buriti, o governador garantiu que as duas cidades serão regularizadas no próximo ano.

Ao celebrar o acordo na justiça federal, conforme determinação do governador, serão regularizados 6.260 habitações unifamiliares, 487 imóveis de uso misto, 758 imóveis comerciais, 01 posto de combustíveis, 29 imóveis para entidades religiosas, 12 lotes institucionais, 55 equipamentos públicos comunitários e um parque urbano com 39,07 hectares.

vote
Article Rating
Subscribe
Notify of
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments

Simone Leite

Simone Leite atuou como repórter, produtora de TV, assessora de imprensa e editora de notícias. Há dez anos, atua diretamente na política, área que se diz apaixonada!