Escrita Por Dedé Roriz
Uma pesquisa da Exata Opinião Pública, com 600 entrevistados, revela quem são hoje os nomes mais lembrados dentro da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e Bombeiros DF quando o assunto é representatividade da categoria.
O levantamento mostra um cenário claro: poucas lideranças concentram a confiança da tropa, enquanto a maioria dos nomes aparece de forma residual.
Roosevelt abre vantagem e lidera com folga
Com 32,8% das citações (197 respostas), Roosevelt Vilela aparece isolado na liderança. O número indica que o deputado ultrapassou a barreira corporativa de origem e hoje é visto como a principal referência política da PMDF, inclusive entre policiais que não fazem parte de sua base inicial. A vantagem expressiva aponta consolidação de imagem, presença constante no debate e capacidade de diálogo com a tropa.
Hermeto mantém força, mas fica atrás
Na segunda colocação, com 24,3% (146 citações), Hermeto segue como um nome forte da segurança pública. Sua trajetória e discurso firme continuam garantindo respaldo entre policiais militares. Ainda assim, a diferença para o primeiro colocado mostra que, neste momento, Hermeto enfrenta um desafio claro de protagonismo dentro da categoria.
Subtenente Geraldo fecha o bloco principal
Com 21,8% (131 respostas), Subtenente Geraldo completa o trio que domina a pesquisa. O desempenho expressivo demonstra a força das lideranças oriundas diretamente da tropa, especialmente entre policiais que valorizam representação interna e vivência operacional. Ele aparece como o principal nome fora do eixo parlamentar.
Jabá surge como lembrança intermediária
Com 3,5% (21 citações), Jabá aparece bem distante dos líderes, mas ainda dentro de um grupo intermediário. O dado indica reconhecimento pontual, sem capilaridade suficiente para disputar espaço com as principais lideranças da PMDF.
Coronel Maria Costa representa visibilidade institucional
A Maria Costa aparece com 2,8% (17 citações). O número mostra que sua atuação é percebida, mas ainda limitada quando comparada a nomes com mandato ou maior exposição política. Mesmo assim, sua presença reforça a importância da representatividade feminina na corporação.
Cabo Victório aparece próximo
Com 2,7% (16 respostas), Victório registra um índice semelhante ao de Maria Costa. O dado sugere algum nível de reconhecimento interno, porém ainda distante de uma liderança ampla ou consolidada.
Major Cruz tem lembrança restrita
O Major Cruz alcança 2,2% (13 citações). A leitura indica influência em nichos específicos da corporação, sem projeção mais abrangente no debate geral da PMDF.
Coronel Moreno aparece de forma discreta
Com 1,3% (8 citações), Moreno surge com baixa lembrança. O percentual aponta pouca exposição ou comunicação limitada com a base no atual momento.
Coronel Michello segue no mesmo patamar
O Miquello registra 1,2% (7 respostas), mantendo um nível semelhante ao de Moreno, o que reforça um cenário de baixa tração política.
Pardal e Guarda Jânio empatam
Tanto Pardal quanto Janio aparecem com 0,8% (5 citações cada). A presença residual indica reconhecimento muito pontual dentro da pesquisa.
Patrício tem lembrança mínima
Com 0,7% (4 respostas), Patricio aparece de forma quase simbólica no levantamento.
Coronel Genilson registra baixa visibilidade
O Genilson soma 0,5% (3 citações), reforçando o quadro de pouca projeção entre os entrevistados.
Bagloqui e Coronel Charles fecham a lista
Com apenas 0,2% (1 citação cada), Bagloqui e Charles aparecem de forma meramente estatística, sem impacto político relevante.
Nenhum e indecisos chamam atenção
A opção “Nenhum” foi citada por 2,7% (16 entrevistados), um dado relevante que indica uma parcela da tropa que não se sente representada por nenhum dos nomes apresentados. Já os indecisos, com 0,7% (4 respostas), mostram que a maioria já tem uma opinião formada.
Moral da história
A pesquisa desenha um cenário claro na PMDF: Roosevelt lidera com folga, Hermeto mantém força e Subtenente Geraldo consolida a representação da tropa. Fora desse trio, os números revelam fragmentação e baixa competitividade.
Em ano pré-eleitoral, os dados funcionam como um termômetro político preciso sobre quem, de fato, fala em nome da segurança pública no Distrito Federal.