Por Odir Ribeiro
A política do Distrito Federal ensina uma regra que não está nos manuais: voto é indispensável, mas bastidor é decisivo. E quando o horizonte aponta para 2026, cresce a curiosidade em torno de um grupo que já mostrou força nas urnas e agora tenta dar o salto definitivo: os suplentes mais bem votados de 2022.
A pergunta que ecoa nos corredores da Câmara Legislativa é direta:
👉 quem desses suplentes consegue transformar boa votação em mandato efetivo nas próximas eleições?
Os números do último pleito mostram que alguns já largam na frente. Mas o cenário atual indica que mudança de partido, construção de nominata e articulação política serão tão importantes quanto repetir votos.
📊 Suplentes no radar real de 2026
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Delmasso (Republicanos)
🗳️ 23.243 votos (2022)
Segue no Republicanos e mantém status de nome pronto. Bastidor afiado, grupo organizado e voto consolidado. Se repetir o desempenho, entra no jogo como candidato real a titular.
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Sardinha (Mobiliza 33)
🗳️ 20.107 votos
Mudança estratégica: saiu do PL e hoje está no Mobiliza 33. Com esse volume de votos, passa a ser peça central na construção da nominata do partido — deixa de ser aposta e vira pilar.
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Cláudio Abrantes (em transição partidária)
🗳️ 20.254 votos
Deve deixar o PSD e busca um partido para chamar de seu. A escolha da legenda será determinante. Com esse tamanho de voto, errar o partido pode custar a eleição; acertar pode garantir a cadeira.
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Cristiano Araújo (MDB)
🗳️ 15.897 votos
No MDB, quem chega perto dos 16 mil votos não fica esquecido. Bastidor ativo e partido experiente em eleger bancadas.
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Carlos Dalvan (Agir)
🗳️ 16.227 votos
Tem voto de deputado eleito. O desafio está na estrutura partidária e na montagem da nominata.
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Valdelino Barcelos (Progressistas)
🗳️ 13.040 votos
Votação intermediária que exige crescimento. Em 2026, ficar parado não será opção.
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Renata d’Aguiar (na mira do Podemos-DF)
🗳️ 11.473 votos
Um dos bastidores mais quentes do momento. Renata está na mira do Podemos-DF para ser uma das cabeças de nominata. Se confirmar, muda completamente seu patamar na disputa.
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Wasny (Federação Brasil da Esperança – PV)
🗳️ 11.215 votos
Experiência pesa. Eleitor fiel e nome sempre lembrado quando a federação discute estratégia eleitoral.
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Daniel Radar (Avante-DF)
🗳️ 11.739 votos
Radar hoje está no Avante-DF, partido menor, mas com possibilidade de nominata mais enxuta. Nesse cenário, cada voto vale mais, e isso pode fazer toda a diferença.
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Suzele Veloso (PSB)
🗳️ 10.306 votos
Rompeu a barreira simbólica dos 10 mil votos. Agora depende de estrutura partidária para avançar.
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Marivaldo Pereira (PSOL)
🗳️ 9.412 votos
Crescimento gradual, militância fiel e constância eleitoral. No PSOL, isso conta muito.
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Crícia Cantora de Pentecostes (PSDB/Cidadania)
🗳️ 9.252 votos
Tem voto, isso é indiscutível. Mas ainda enfrenta dificuldades na tramitação de bastidores — algo que, em Brasília, costuma separar quem entra de quem fica pelo caminho.
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Wilson Amigão (Avante)
🗳️ 8.100 votos
Aqui a equação é clara: ou cresce politicamente, ou depende de um partido muito bem ajustado.
Bastidor, partido e tempo certo
O retrato para 2026 mostra que muitos suplentes já têm voto suficiente para disputar de igual para igual. O que vai definir o resultado não será apenas repetir números, mas estar no partido certo, na nominata certa e com as alianças corretas.
📌 Próximo passo: série especial
Na próxima semana, vamos lançar uma série de reportagens especiais, uma para cada suplente, analisando voto, bastidor, partido e chances reais em 2026.
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Nome da série
👉 “Suplente Hoje, Deputado Amanhã?”
Moral da história
Em Brasília, suplência não é plano B.
É plano em execução.
E 2026 vai mostrar quem estava apenas contando votos…
e quem estava construindo o caminho até a cadeira.