O Passarinho Traz as Tretas da Política Que Você Gosta

UM PASSARINHO ME CONTOU

1 – Cortinas abertas

O ex-governador José Roberto Arruda fez questão de deixar claro à coluna que sua divergência com Gustavo Rocha não acontece nos bastidores. Segundo Arruda, não se trata de cochicho, articulação silenciosa ou jogo escondido. A disputa, segundo ele, é pública, assumida e feita na frente das cortinas, à vista de todos.

2 – Nada de guerra silenciosa

Arruda afirmou que não tem perfil para disputa travada no escuro. Na avaliação dele, política se faz olhando no olho e assumindo posições. Bastidor existe, mas não resolve embate político de verdade. Para Arruda, quem se esconde demais acaba falando apenas para corredor vazio.

3 – O Aladim da política

Segundo Arruda, Gustavo Rocha se comporta como o “Aladim da política”. Na visão do ex-governador, o chefe da Casa Civil acredita que puxar o tapetão alheio resolve disputa política. Arruda ironiza que tapete mágico pode funcionar em desenho animado, mas não substitui voto.

4 – Conversa de corredor

Arruda relatou que Gustavo Rocha anda se jactando pelos corredores. Segundo ele, a fala é recorrente: que ganha de Arruda no tapetão. Arruda frisou que não se trata de comentário isolado, mas de discurso repetido em ambientes internos do poder.

5 – Tapetão não elege

Na leitura de Arruda, ganhar no tapetão não representa força política real. Para ele, tapetão não pede voto, não anda nas cidades e não encara eleitor. É poder de gabinete, não poder popular, e isso costuma ter prazo de validade curto.

6 – O desafio

Arruda encerrou o assunto com um desafio direto: “Eu desafio o Gustavo a ganhar de mim no voto. Quero ver ele ganhar de mim no voto. Porque no voto eu dou de goleada nele.” Recado dado de forma clara e pública.

7 – Clima tranquilo

Entre os palacianos e Rogério Morro da Cruz, o ambiente é de absoluta normalidade. Não há ruído, tensão ou sinal de conflito. Cada um segue no seu papel, com diálogo aberto e sem crise no radar imediato.

8 – Nominata que agrada

Rogério Morro da Cruz segue satisfeito com a nominata montada por Lucas Grego. Permanece no PRD-DF e com total liberdade para apoiar o governo. Pesquisas internas indicam potencial de voto fora de São Sebastião, ampliando seu alcance regional.

9 – Jogo aberto

Um detalhe chama atenção no PRD-DF: os candidatos terão liberdade para apoiar quem quiserem, sem qualquer tipo de retaliação. A lógica é pragmática. O objetivo é eleger alguém da nominata e garantir presença do partido no cenário político.

10 – Olhar nacional

Uma fonte do PSD nacional avaliou que é uma pena o partido não abrir espaço e colocar Lucas Grego na presidência da legenda no Distrito Federal. Não é torcida, é leitura externa de bastidor.

11 – Coluna sincera

A coluna assume sem rodeio: gosta da treta entre Gustavo Rocha e José Roberto Arruda. Nenhum outro tema entrega tanta audiência quanto essa guerra de nervos. É o tipo de embate que prende o leitor do começo ao fim.

12 – Estilos opostos

De um lado, Gustavo Rocha prefere o silêncio estratégico. Do outro, Arruda não leva desaforo para casa. Dois estilos completamente diferentes que, ao se chocarem, geram repercussão, leitura e debate político.

13 – MDB otimista

O MDB está animado com Hélvia Paranaguá. A avaliação interna é que ela leva a disputa para deputada federal a sério, sem perfil de candidatura figurativa.

14 – Política de mesa

Segundo aliados, Hélvia Paranaguá não veio para brincar. Entre uma cervejinha e outra, vai montando time, costurando apoios e ocupando espaço. Política clássica, de conversa longa e presença constante. Rafael Prudente sabe que vai precisar desse fôlego.

15 – A guerra dos números

Os números 1111, 1313, 2222 e 1010 viraram objeto de desejo. Nos bastidores, número forte passou a ser tratado como ativo eleitoral. Tem gente brigando mais por dígito do que por discurso.

16 – Bem bolado

Circula um bem-bolado político: Carlos Dalvan, do PP, poderia ficar com o 1111. Depois de ter o tapete puxado, ao menos um número forte para compensar.

17 – Fora do radar

A nominata do PL tem nomes que ainda passam fora do radar tradicional. Um deles é Eduardo Torres, que fez 16.990 votos, número expressivo para quem ainda é pouco associado ao personagem.

18 – Fator sobrenome

Eduardo Torres é irmão de Michelle Bolsonaro. Caso ela venha candidata ao Senado, a candidatura dele pode ganhar impulso imediato, com transferência de atenção e palanque.

19 – Alerta ligado

O aviso corre nos bastidores: abre o olho, Joaquim Roriz Neto. Abre o olho, Roosevelt Vilela. Nominata forte também cresce com quem aparece menos.

20 – Voto que resiste

O ex-deputado distrital Valdelino Barcelos segue no PP com 13.090 votos no currículo. Não saiu do jogo e mostra disposição. A nominata do partido é considerada tubarônica e o nome dele segue circulando para 2026.

21 – Registro final

Nos bastidores, a leitura é simples: voto não some. Pode até ficar quieto por um tempo, mas reaparece quando o cenário abre. Quem subestima número antigo costuma se surpreender.

Pensamento do dia

Na política, o tempo passa, mas a urna lembra de tudo.

 

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